O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Eduardo Botelho (UB), confirmou nesta quinta-feira (28), que pode deixar o partido União Brasil durante o período de janela das convenções. Com foco na Prefeitura de Cuiabá, o parlamentar garantiu que se não for o escolhido, deixará a sigla.
Segundo Botelho, existem pelo menos quatro partidos dispostos a apoiar e lançar candidatura do deputado nas eleições municipais de 2024.
Apesar de não citar quais seriam as siglas, Eduardo apareceu animado com a ideia de “debandar” do partido.
“Enquanto eu estiver dentro do União continuarei trabalhando dentro, né? Agora essa possibilidade sair, é uma possibilidade que existe sim. Mas, ainda não foi discutido. Eu vou continuar tentando construir dentro do partido. Olha, eu recebi vários convites: Republicanos, PSD, MDB e PSB. Essa discussão faremos lá na frente a menos que haja mudanças, ou atropelos, me empurrem para fora”, contou Botelho.
O deputado ainda foi questionado sobre a fala do governador de Mato Grosso e presidente estadual do União Brasil, Mauro Mendes (UB), que afirmou que não apoiaria Botelho, já que o deputado federal Fábio Garcia (UB) já havia manifestado interesse na Prefeitura de Cuiabá, diferente dele.
O presidente da Casa de Leis afirmou que não comentará mais a polêmica porque não acha ser “relevante”: “Ah, eu não vou discutir mais isso. Para mim, isso é irrelevante”.
Botelho segue travando uma batalha interna na sigla com Fábio Garcia, que segue com a “benção” de Mauro Mendes. Porém, outras lideranças importantes da sigla como os irmão Jayme e Júlio Campos estão junto ao presidente da AL, estes “apaziguam” as relações na agremiação e trabalham com foco no convencimento de Mauro em lançar Botelho.
Em pelo menos duas pesquisas de intenções de votos para Cuiabá, feitas em junho e julho deste ano, o deputado Botelho configurou melhor que Fábio. Enquanto Botelho aparecia em segundo lugar e tecnicamente empatado com o primeiro colocado, Garcia aparecia na quarta colocação.