Política Parque da Chapada
Lúdio afirma que parque é nacional e deve permanecer sob os cuidados de instituto; projeto sobre estadualização não "prosperará"
O petista classificou como "cortina de fumaça" a defesa do governador, de que os visitantes teriam que pagar R$ 100 para visitar o parque, caso ele não seja gerido pelo estado.
04/10/2023 13h52
Por: Redação Fonte: Aline Brito
Reprodução

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT), se posicionou contrário a decisão do governador Mauro Mendes (UB), de assumir a administração do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. De acordo com Lúdio, a proposta que tramita no Senado Federal é inconstitucional.

Hoje, o parque está sob a responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e segundo o deputado deve permanecer.

"Essa proposta é inconstitucional, e o governador sabe disso. Nós temos que criar condições para que haja diálogo entre o Ministério do Meio Ambiente e o Governo do Estado. Porque além do parque, há outras unidades de conservação em Chapada, que são de responsabilidade do Estado", disse o parlamentar nesta quarta-feira (04). 

O deputado esteve presente durante a audiência na Comissão do Meio Ambiente do Senado, nesta terça-feira (03).

"O que nós encaminhamos na reunião ontem com a ministra do Meio Ambiente [Marina Silva], foi de se constituir um grupo de trabalho envolvendo todas essas entidades, para pensar de que forma cada um pode contribuir na gestão de todas essas unidades de conservação. O governador saiu do debate consciente de que não prosperará [a estadualização], nem no Senado e nem no Governo Federal", disse Lúdio.

O petista classificou como "cortina de fumaça" a defesa do governador, de que os visitantes teriam que pagar R$ 100 para visitar o parque, caso ele não seja gerido pelo estado.

"Esse discurso de pagamento de ingresso para entrada no parque é uma cortina de fumaça e não tem sentido. Se o governo do Estado estivesse preocupado com preço, não deixaria o Parque Estadual das Águas Quentes ter um day use de R$ 180", disse.