Cidades Pais denunciaram
Professor de matemática é acusado de assediar alunos em escola particular em troca de nota
O professor que dá aulas de matemática e biologia tenta barganhar nota de alunos por imagens de nudes e de cunho sexual ou mesmo atos libidinosos com adolescentes do 7º ao 9º ano da instituição.
01/12/2023 09h50
Por: Redação Fonte: Da redação
Reprodução

Um professor do Colégio São Gonçalo, um dos mais tradicionais de Cuiabá, está sendo acusado de assédio sexual pelas mães de pelo menos quatro adolescentes.

Segundo relatos das mães, o professor que dá aulas de matemática e biologia tenta barganhar nota de alunos por imagens de nudes e de cunho sexual ou mesmo atos libidinosos com adolescentes do 7º ao 9º ano da instituição.

Um dos boletins de ocorrência aponta para um diálogo ocorrido entre um adolescente de 15 anos, em sala de aula, onde o acusado pedia que o aluno encaminhasse nudes para ele, para receber um ponto por um trabalho. A vítima relatou que depois disso outras três conversas foram mantidas entre ele e o professor, onde era assediado por meio do whatsapp. Fato ocorreu ainda no mês de junho.

Em um áudio, a mãe de uma das vítimas, um adolescente de 14 anos, lamenta o fato do filho e de amigos terem sido afastados da escola após os relatos, enquanto o professor foi mantido. Inclusive, os quatro primeiros a fazerem a denúncia foram prejudicados em relação às notas, pois foram afastados pela direção do colégio e não puderam frequentar as aulas e nem realizar provas.

 Ela narra no áudio que, quando o filho lhe contou o teor das conversas, ela pensou que o professor estava sugerindo algumas aulas de reforço.

“Meu filho disse que o professor falou que ele não iria passar de ano só se não quisesse. Eu achei que ele poderia estar sugerindo aulas particulares”. 

“Mas ele o abordou falando que queria trocar notas por safadezas, que nós sabemos que é o ato sexual. Quando os meninos negaram, ele disse que queria fotos ou vídeos”, disse. 

Outro lado 

A reportagem entrou em contato com a direção do Colégio São Gonçalo, que não quis se manifestar.

O departamento jurídico apenas disse que “a escola não se manifesta sobre fatos interna corporis antes de apurá-los”.

A Polícia Civil também foi procurada por diversas vezes e não quis comentar o caso.