Política Saúde em crise
"Médicos estão há 4 meses recebendo metade do salário", diz vereador sobre saúde de Poconé
Segundo o parlamentar, Executivo precisa tomar providências urgentes ou o hospital corre risco de fechar as portas
04/12/2023 16h36
Por: Redação Fonte: Aline Brito
Reprodução

O presidente da Câmara de Poconé (104 km de Cuiabá), Itamar Lourenço (PSB), usou a tribuna para interceder pelo Hospital Geral do Município, e cobrar que o Executivo tome providências com relação à saúde pública que tem passado por sérios problemas financeiros.

"Por mais que o hospital do município tenha em sua nomenclatura filantrópica sem fins lucrativos, ela tem praticamente carregada nas costas todas as demandas do município em relação a cirurgias e agora também as internações. De acordo com documento emitido pelo hospital, dos R$ 38 mil recebidos em julho, R$ 18 mil foram para médicos, e sobrou R$ 20 mil para manter um hospital daquele nível".

Segundo o vereador, a saúde ainda não recebeu emendas no valor de R$ 200 mil referentes ao ano passado. "Tem emendas de mais de R$ 200 mil que caiu no cofre da Secretaria de Saúde e ainda não foi repassado para o hospital, além de saldos de 2022 que também não foram repassados para o hospital. Entendemos que é preciso pactuação para realizar esse repasse", disse o parlamentar.

Ainda de acordo com Itamar, os médicos estão há 4 meses recebendo apenas metade do salário.

"Já tem mais de 4 meses que os médicos estão recebendo apenas metade do seu salário. Imagina se fosse nós quem estivéssemos recebendo metade do salário".

"Só terceirizaram o serviço e a filantropia, no artigo 196 da Constituição Federal diz que é responsabilidade do município em relação à saúde dos seus habitantes.
Então é responsabilidade do Executivo, Legislativo e Judiciário cuidar da população em relação ao hospital, porque o hospital é filantrópico e está prestando serviço para o município", continuou.

"R$ 55 mil reais é migalhas, o hospital não precisa de migalhas, o hospital precisa de respeito e reconhecimento e atitudes emergenciais vindo do Executivo", concluiu.