O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso revelou nesta segunda-feira (29), que os profissionais de saúde vinculados à Prefeitura de Várzea Grande enfrentam más condições de trabalho e alegam ser menosprezados pela gestão do prefeito Kalil Baracat (MDB). O presidente do sindicato, Adeildo Lucena, destacou irregularidades nos pagamentos, ausência de progressão de carreira e reajuste salarial, sendo o último reajuste, de 20%, feito há 6 anos.
Com vários problemas enfrentados, Lucena mobilizou o sindicato para uma assembleia na próxima sexta-feira (2) com o objetivo de discutir novas diretrizes para os servidores municipais. O presidente explica que desde 2023, o sindicato realiza assembleia permanente, o que já o direito de convocação de greve a qualquer momento, caso a situação não tenha uma solução.
“Não é uma vontade de fazer greve, porque desgasta todos os agentes envolvidos, inclusive a população. É uma atitude no último caso. O que nós vamos fazer é discutir vários direitos que não estão sendo atendidos pela Prefeitura de Várzea Grande”, declarou o presidente.
O presidente do sindicato ressaltou a dificuldade de comunicação com o prefeito Kalil Baracat, afirmando que a negociação tem sido mais complicada do que uma anterior realizada com a Prefeitura de Cuiabá. Na ocasião, alegaram atrasos salariais, irregularidades nos contratos e até assédio moral, mas a greve anunciada foi suspensa por decisão judicial.
“Essa assembleia vai decidir os rumos das negociações com Várzea Grande, porque a gente não consegue falar com o prefeito Kalil. Parece que está mais difícil até do que falar na época que tivemos problema em Cuiabá com o prefeito local”, concluiu.
Até o momento, a Prefeitura de Várzea Grande não se manifestou sobre a possível greve dos médicos e nem relatou sobre negociações em andamento.