Durante participação no programa Pânico, o governador Mauro Mendes (União Brasil) fez duras críticas às regalias concedidas aos detentos dentro das penitenciárias do país. O gestor mais uma vez pontuou que criminosos não temem a lei brasileira, pois sabem que serão soltos após cumprir parte da pena.
De acordo com Mendes, a escalada da criminalidade no estado está relacionada à falta de punição severa e a certas vantagens concedidas aos presos, citando, em tom de ironia, que presidiários têm direito a “sexo 3 vezes por semana”. Contudo, oficialmente, as visitas aos presos ocorrem apenas aos fins de semana.
“Nós tínhamos 6,5 mil vagas nos presídios e lotou tudo. Passa um pouco a Justiça solta. O cara tem direito a regressão de pena, se estuda, faz isso ou aquilo. Vai para a cadeia, tem direito a sexo 3 vezes por semana, tem visita. É um absurdo”, disse.
Ele ainda culpou o Congresso por não endurecer as leis existentes, alertando que o país pode se tornar o "país do narcotráfico".
“Nos últimos 40 anos todos os indicadores de segurança pública pioraram. Precisamos revisitar as leis, corrigi-las e fazer com que elas sejam cumpridas efetivamente. Hoje o cara mata, é condenado a 20 anos de prisão e solto em dois ou três anos por bom comportamento. Do jeito que está, a sociedade caminha equivocadamente para um país mais violento. Precisamos agir para que o Brasil não se torne o país do narcotráfico”, declarou.
“Com a lei brasileira que nós temos hoje, o cara comete um crime de forma horrível, mata o cidadão, é condenado a 15, 18 anos. Ele cumpre 1/6 da pena e já está em liberdade. Ele coloca a tornozeleira eletrônica e ostenta. Ele acha muito bonito mostrar aquilo. É uma inversão de valores muito grande”, completou.