Polícia Agiotagem
Assessor de vereador é alvo de operação por suposta participação em esquema
Foram presas seis pessoas, dentre elas o assessor de vereador da Câmara de Rondonópolis
30/09/2025 15h27 Atualizada há 5 meses
Por: Redação Fonte: Da redação
O vereador Ary Campos, com quem assessor trabalhava em Rondonópolis

Um assessor de vereador de Rondonópolis está entre os alvos da Operação Eclipse, deflagrada nesta terça-feira (30) pela Polícia Civil, por suposta participação num esquema de lavagem de capitais operado por uma facção criminosa.

O grupo criminoso atuava na cidade de Água Boa, com ramificações Rondonópolis e Barra do Garças.

Conforme as investigações, o grupo criminoso – que atuava na cidade de Água Boa, com ramificações Rondonópolis e Barra do Garças – utilizava-se de uma fachada denominada “Vale Crédito” para mascarar a prática de agiotagem e lavagem de dinheiro.

Na ação, foram cumpridas 18 ordens judiciais, expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) de Cuiabá e cumpridas nas cidades de Água Boa, Barra do Garças e Rondonópolis. Desse total, 14 foram mandados, sendo sete de busca e apreensão e sete de prisão preventiva. As outras quatro corresponderam a medidas cautelares, sendo dois bloqueios de contas bancárias e dois sequestros de bens.

Ao final, foram presas seis pessoas, dentre elas o assessor de vereador da Câmara de Rondonópolis.

Além das prisões, os policiais apreenderam considerável quantia de dinheiro em espécie, anotações de movimentações financeiras, aparelhos telefônicos e demais dispositivos que subsidiarão a continuidade das investigações.

De acordo com o delegado responsável pela operação, Bruno Gomes, a operação tem um papel importante no combate às facções criminosas.

“Essa investigação busca ir no eixo central que mantém esses grupos criminosos, que é a parte financeira. Nossa investigação apurou que uma parte do grupo agia como factoring, emprestando dinheiro nas praças, inclusive para comerciantes dos municípios alvos da operação”, explicou Gomes.

Com a ação, completou o delegado, “o propósito é ‘quebrar’ esse braço da facção”.

Estrutura do esquema

As investigações desencadeadas pela Delegacia de Água Boa revelaram vasta rede de movimentações financeiras realizadas pelo grupo criminoso, voltadas à inserção e dissimulação de recursos ilícitos, principalmente provenientes do tráfico de drogas, no comércio local de diversos municípios de Mato Grosso.

O “Vale Crédito” se apresentava como serviço de empréstimos a comerciantes, porém, na realidade, funcionava como mecanismo de infiltração de capitais ilícitos, mediante cobrança de juros usurários e pulverização de valores em contas de terceiros, dificultando o rastreamento e conferindo aparência de legalidade ao dinheiro da facção.

As investigações comprovaram que a atividade não possuía registro formal, sendo totalmente clandestina e coordenada por integrantes da facção criminosa, com divisão de funções e atuação estruturada em diversas cidades do Estado. (Com informações da Assessoria da PJC-MT)