Servidores da saúde de Cuiabá fizeram uma mobilização na manhã desta terça-feira (07), em frente à de Câmara de Vereadores, contra a redução do adicional de insalubridade, que pode resultar em cortes de até R$ 2 mil nos salários.
A medida atende a recomendação do Ministério Público Estadual (MPE) para cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo município em 2023, durante a intervenção estadual na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD).
O presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem (Sinpen), Dejamir Soares, criticou a falta de diálogo do prefeito Abilio Brunini (PL) e não descartou a deflagração de uma greve na próxima semana caso não haja negociação.
Segundo ele, o sindicato já enviou cinco ofícios solicitando audiência com o prefeito desde que ele tomou posse, sem resposta. “A vinda nossa aqui é justamente para abrir uma mesa de negociação com o prefeito. Somos mais de 5 mil trabalhadores na saúde pública municipal, e o impacto dessa redução é gritante”, afirmou.
Soares destacou ainda a desvalorização histórica da categoria, que enfrentou a pandemia sem receber nenhum acréscimo de gestão. “Morremos nos leitos junto aos pacientes e, de novo, somos desvalorizados por uma gestão que acha que pode simplesmente cortar salários. Queremos sentar e construir uma medida plausível para ambos os lados. Se não houver abertura, a assembleia está marcada para sexta-feira (10) e, na quarta-feira (15), deflagraremos a greve”, avisou.
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