
O deputado estadual Gilberto Cattani (PSL) parabenizou a direção do tradicional Colégio Notre Dame de Lurdes, de Cuiabá e reforçou a importância da aprovação do projeto Escola Sem Partido, protocolado por ele no mês de abril, na Assembleia Legislativa. Nesta semana, a escola suspendeu uma professora após ela fazer comentários político-partidários contra o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) durante uma aula para alunos do 3° ano.
Após tomar conhecimento da ação da professora, a direção da escola a afastou por três dias e emitiu uma nota de retratação, esclarecendo a sociedade cuiabana que não apoia a conduta da funcionária, que inclusive, infringiu o código de ética assinado pelo corpo docente.
Para Cattani, o colégio agiu corretamente em afastar a professora e ao deixar claro que não irá permitir que outros professores tenham a mesma atitude. “Soube pelo noticiário deste fato no Colégio Notre Dame em que uma professora estava doutrinando alunos na sala de aula. A instituição não tem culpa nenhuma, inclusive tomou providências e eu gostaria de parabenizar a direção por isso”, disse o deputado.
O parlamentar ainda lembrou da existência de um projeto de lei de autoria do deputado Valdir Barranco (PT), que está prestes a ser votado na Assembleia Legislativa e que autoriza professores a se posicionarem politicamente, além de dar a eles a liberdade para falar sobre questões como ideologia de gênero nas salas de aulas do Estado, fato que motivou Cattani a protocolar o Projeto de Lei Escola Sem Partido, que segundo ele, irá proibir doutrinações, seja ela de esquerda, de direita ou de centro nas Escolas do Estado.
“Está tramitando na Assembleia o Projeto de Lei Escola Sem Censura, do deputado Valdir Barranco. Se ele fosse aprovado, esta professora do Notre Dame teria o direito de fazer o que ela fez sem nenhuma punição. Ela estaria liberada e respaldada na lei para fazer o que fez, ou seja, doutrinar as crianças politicamente”, explicou Cattani.
“Agora se o meu projeto, o Escola Sem Partido for aprovado, esta professora estaria proibida por lei de cometer tal ato. É preciso que o cidadão mato-grossense saiba que existem estes dois projetos de lei na Assembleia. O da esquerda quer que a professora continue fazendo isso e o nosso serve para evitar que isso continue acontecendo”, finalizou.
Apresentado em 2019, o Projeto de Lei Escola Sem Censura, do deputado Valdir Barranco já passou pela Comissão de Educação e seria colocado para votação em plenário no mês de abril deste ano, mas foi retirado de pauta pelo presidente Max Russi (PSB) por pedido de Cattani.
Já o projeto Escola Sem Partido, apresentado no mês de abril, ainda aguarda análise da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto.
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