
O prefeito de Guarujá Válter Suman (PSDB) e o secretário de educação, Marcelo Nicolau, foram presos em flagrante pela Polícia Federal na última quarta-feira (15/09). A residência do prefeito foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão da 'Operação Nácar', que apura um esquema de desvio de dinheiro na rede pública de saúde. Os dois foram encaminhados para a Delegacia da polícia federal de Santos para prestar esclarecimentos.
Por volta de 18:30 hrs, o prefeito e o secretário foram levados no camburão da polícia federal, após horas prestando esclarecimentos na sede do órgão federal. Segundo apurado pela reportagem, ambos serão levados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente. Os políticos passarão por audiência de custódia nesta quinta-feira (16/09).
Em nota, o PSDB de São Paulo esclarece que não possui informações sobre o caso e se pronunciará quando obtiver os esclarecimentos necessários.
A Prefeitura de Guarujá, por meio de nota, afirma que conheceu o teor das investigações apenas a partir de informações veiculadas pela imprensa, tomando conhecimento de que se trata de denúncia acerca da gestão dos contratos que o município manteve com a Organização Social (OS) Pró Vida, que, até março deste ano, geria 15 Unidades de Saúde da Família e a UPA Dr. Matheus Santamaria (UPA Rodoviária). Alegam também que os contratos em questão sofreram intervenção municipal decretada pelo prefeito Válter Suman, baseada em suspeitas de irregularidades e má gestão por parte da OS, que iam desde o não pagamento de salários, verbas rescisórias e fornecedores até falhas nas prestações de contas e perigo de desassistência ao público.
De acordo com o executivo municipal, como não havia atendimento às notificações emitidas constantemente pela secretaria municipal de saúde, o prefeito decidiu pela intervenção, processo que culminou com a desqualificação da OS, decretada em julho, seguida por uma ação civil pública oferecida pelo município ao Judiciário, na qual é requerida, inclusive, ressarcimento de valores pela OS aos cofres públicos.
A prefeitura alega que manteve constante diálogo com o Ministério Público do Estado de São Paulo, comunicando, o tempo todo, as medidas que seriam adotadas, e afirma que está colaborando com as investigações, fornecendo documentos e informações solicitados pelos agentes da Polícia Federal e aguarda que sejam feitos os devidos esclarecimentos.
Essa investigação acontece desde o início do ano e começou quando o MPE-SP indicou que haviam indícios de irregularidades no contrato entre a prefeitura de Guarujá e a OS Pró-Vida, que é responsável por administrar a UPA Dr. Matheus Santamaria e 15 Unidades de Saúde de Família (Usafa). O caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal e para a polícia federal por envolver verba pública.

v
Mín. 22° Máx. 30°