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Arthur Lira avalia que proposta que revoga autonomia do BC não deve ser aprovada

Claiton Biaggi Arthur Lira participou da Feira Agropecuária Show Rural em Cascavel (PR) O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), avalia que a...

09/02/2023 às 15h00
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
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Arthur Lira participou da Feira Agropecuária Show Rural em Cascavel (PR) - (Foto: Claiton Biaggi)
Arthur Lira participou da Feira Agropecuária Show Rural em Cascavel (PR) - (Foto: Claiton Biaggi)

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), avalia que a proposta que revoga a autonomia do Banco Central (BC) não deve ser aprovada pelo Plenário. Lira disse que a maioria dos parlamentares com quem tem conversado é contrária a rever a regra. Segundo o presidente da Câmara, a medida é uma marca mundial e o Brasil precisa se inserir nesse contexto. O presidente participou da Feira Agropecuária Show Rural em Cascavel (PR) nesta quinta-feira. “Tecnicamente o Banco Central independente foi o modelo escolhido pelo Congresso”, afirmou Lira.

A lei que define mandatos não coincidentes do presidente e dos diretores do BC com o do presidente da República tem sido questionada pela bancada governista (Lei Complementar 179/21). O líder do Psol, Guilherme Boulos, e onze deputados, apresentaram proposta neste sentido nesta semana (PLP 19/23). Membros do governo tem criticado o presidente da instituição, Roberto Campos Netto, por não rever a taxa de juros.

Coaf
Lira também foi questionado sobre a transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Banco Central para o Ministério da Fazenda. Originalmente, o órgão pertencia à Fazenda, mas no governo Bolsonaro chegou a ir para a Justiça, mas acabou sendo transferido para o Banco Central. Quando assumiu, o presidente Lula, por meio da MP 1154/23, recolocou o conselho no ministério da Fazenda.

O presidente da Câmara disse que, em relação ao Coaf, há um acordo sendo construído pelo governo para que retorne ao ministério da Fazenda. “O Coaf é um órgão técnico e tem que funcionar como árbitro de futebol. Ele tem que ir atrás das operações irregulares e não das pessoas. Tanta faz no Banco Central ou na Fazenda. Agora, segundo as conversas que me foram passadas, houve um acordo para que ele voltasse para a Fazenda”, respondeu o presidente.

Em relação ao voto de minerva no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), previsto na MP 1160/23 e considerado prioridade pela equipe econômica, Lira afirmou que não há acordo e o tema precisa ser melhor discutido.

Reforma Tributária
Sobre a reforma tributária, Lira destacou que espera um debate amplo e firme sobre a proposta. Segundo ele, os próximos 6 meses são vitais para a tramitação e aprovação da matéria.

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