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Precatórios e crise hídrica são desafios a curto prazo para a economia, apontam especialistas

Especialistas convidados pela Comissão Temporária da Covid-19 apontam a reforma do Imposto de Renda, a situação fiscal — que inclui os precatórios ...

04/10/2021 às 12h05
Por: Redação Fonte: Agência Senado
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Especialistas convidados pela Comissão Temporária da Covid-19 apontam a reforma do Imposto de Renda, a situação fiscal — que inclui os precatórios — e as crises hídrica e energética como grandes desafios de curto prazo para a retomada do crescimento econômico. Eles participaram nesta segunda-feira (4) de uma audiência pública, sob o comando do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), sobre as medidas a serem tomadas para mitigar a crise no pós-pandemia. 

O ex-ministro da Fazenda e atual secretário de Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles, apontou outros dois problemas a serem superados no ano até o ano que vem: as incertezas políticas, comuns em anos eleitorais, como 2022, e as incertezas orçamentárias. 

— É preciso escolher prioridades para que se respeito o teto. O teto foi feito justamente para isso, definição do que é mais importante. Isso é essencial no planejamento público — afirmou. 

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) manifestou descrença na realização de reformas relevantes e disse ter medo de um populismo fiscal por parte do governo no ano de eleições que está por vir. 

— Temos hoje reforma do Imposto de Renda que sinceramente não sei se será votada esse ano ou não. Temos também uma reforma mais ampla, mas não vejo empenho por parte do Ministério da Economia, que, no fundo quer mesmo uma reforma fatiada, que é muito mais um remendo — avaliou. 

Orçamento

O consultor de Orçamento do Senado Fernando Moutinho disse que o pior da pandemia de covid-19 pode ter acabado, mas ficaram os estragos graves e o esforço de reconstrução é enorme. 

— Temos uma demanda gigantesca para reconstrução. Não dá pra varrer para debaixo do tapete. Ou se reconstrói ou se continua a gastar com o que sempre se gastou. Ou seja, temos novas e cruciais emergências. Mas o mecanismo orçamentário tem meios para lidar com isso — declarou.

 

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