Sábado, 14 de Março de 2026
23°C 28°C
Cuiabá, MT

Representantes de pessoas autistas cobram oportunidades e respeito às singularidades

Will Shutter / Câmara dos Deputados Erika Kokay preside a audiência que comemorou o Dia do Orgulho Autista Garantia de oportunidades, capacitação...

28/06/2023 às 09h45
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
Compartilhe:
Erika Kokay preside a audiência que comemorou o Dia do Orgulho Autista - (Foto: Will Shutter / Câmara dos Deputados)
Erika Kokay preside a audiência que comemorou o Dia do Orgulho Autista - (Foto: Will Shutter / Câmara dos Deputados)

Garantia de oportunidades, capacitação de pais e responsáveis e respeito à diversidade foram os pleitos apresentados pelos participantes da audiência pública realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (27), para comemorar o Dia do Orgulho Autista.

A data, celebrada em 18 de junho, busca garantir o protagonismo dos autistas na defesa dos seus direitos.

A deputada Erika Kokay (PT-DF), que pediu a realização do debate, defendeu o fim do capacitismo estrutural como forma de garantir os direitos plenos dos autistas. “Quem disse que tem que se determinar como nós somos, como nós falamos? A sociedade é deficiente quando não permite que as pessoas possam se expressar com sua singularidade”, disse.

“Pessoas autistas são parte da diversidade humana e da humanidade. Nós também queremos ser celebrados e valorizados", reforçou a representante da Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo (Abraça) Fernanda Santana.

"Precisamos de compreensão, de respeito e da garantia de oportunidades em igualdade de condições com as outras pessoas", acrescentou Fernanda, ressaltando que essa igualdade implica em acessibilidade, adaptações razoáveis, apoios e serviços.

Capacitação de pais
Já Paula de Luca, representante do Grupo Ilha Azul (associação de pais, familiares e amigos de pessoas com transtorno do espectro autista), afirmou que é preciso capacitar os pais para a realização das terapias que fazem toda a diferença na vida do autista.

“Quando os pais ou responsáveis são treinados para lidar com essas pessoas autistas eles conseguem evoluir muito mais porque não adianta só a terapia na clínica”, alertou Paula.

A servidora do Ministério dos Direitos Humanos Roselene Alves, que é autista e atualmente faz doutorado na Universidade de Brasília, corroborou a importância dessas terapias. “A minha família me estimulou muito, ela não me tratou como um fardo. Quando a pessoa com deficiência, principalmente a pessoa autista, tem um suporte mínimo, ela vai longe", disse Roselene.

Por fim, a presidente da Comissão dos Direitos do Autista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Larissa Argenta, lembrou que já existe legislação que garante os direitos dos autistas (Lei 12.764/12), mas é preciso que as políticas públicas sejam implementadas.

 

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Cuiabá, MT
30°
Tempo nublado

Mín. 23° Máx. 28°

34° Sensação
6.17km/h Vento
66% Umidade
96% (0.95mm) Chance de chuva
06h47 Nascer do sol
18h59 Pôr do sol
Dom 32° 22°
Seg 31° 22°
Ter 32° 22°
Qua 32° 22°
Qui 31° 22°
Atualizado às 12h01
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,33 +0,01%
Euro
R$ 6,08 +0,03%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 399,209,97 -0,98%
Ibovespa
177,653,31 pts -0.91%
Publicidade