
A Secretária interina de Saúde de Cuiabá, Suelen Alliend, criticou duramente e rebateu o Secretário Estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, que em seu discurso voltou a apontar ineficiência da Prefeitura em relação à atenção básica da população. A informação foi divulgada pelo site Olhar Direto.
O município afirmou que está fazendo os exames de mamografia seguindo a demanda da fila da central municipal de regulação, e negou que o Estado esteja assumindo este serviço, por meio da unidade móvel de saúde da mulher no Hospital Estadual Santa Casa, onde o Estado está atendendo a demanda oriunda da sua própria Central Estadual de Regulação, que é de sua responsabilidade.
Não bastou atacar somente Cuiabá, ainda segundo o site, o secretário disse que muitos municípios enfrentam dificuldades para cumprir com suas obrigações na área da saúde.
Sobre este ponto, Suelen relata que o município de Cuiabá recebe e atende uma grande demanda de pacientes do interior do Estado, por ineficiência e má gestão do Governo que não consegue fazer uma política de saúde que contemple as necessidades da população nos 141 municípios.
A secretária informou sobre o "estrangulamento" da rede municipal de Cuiabá, que acaba absorvendo uma alta demanda de pacientes em todos os níveis de atenção para atendimentos em várias especialidades, assumindo e levando nas costas uma responsabilidade que é de competência do Estado.
Com ideia de sair candidato a deputado estadual no pleito de 2022, a secretária Suelen acredita que Gilberto Figueiredo está usando a pasta como trampolim político para conseguir alguns "votinhos".
A secretária disparou contra Gilberto. "É inadmissível tratar a saúde da população dessa forma, sem responsabilidade e levando para fins politiqueiros afetando diretamente estes usuários que dependem do sistema único de saúde, enquanto a fila Estadual de Regulação só cresce em Mato Grosso, a população fica a mercê de um secretário que tem feito apenas discurso politiqueiro contra Cuiabá".
Vale ressaltar que o ente Estadual não cumpre com os repasses de cofinanciamentos dos leitos de UTI convencionais do Hospital Municipal de Cuiabá - HMC, e nem dos leitos do Hospital São Benedito. Ressaltando que essas são importantes Unidades de Saúde sendo referência Estadual nos serviços de média e alta complexidade.
Suelen Alliend acredita que esse déficit já se aproxima de R$ 80 milhões que não foram repassados a saúde da Capital desde 2019.
Se não fosse a verba do COVID-19, repassado pelo Presidente Bolsonaro, a Saúde Estadual em Mato Grosso seria a pior do Brasil, com uma gestão pautada em ataques e vinganças de cunho pessoal e eleitoreiro.
O nobre Secretário Estadual de Saúde tem que deixar de lado a "politicagem" e parar de atacar Cuiabá e se preocupar em fortalecer os hospitais Estaduais e Regionais, para que os munícipes do interior do Estado tenham atendimento digno de qualidade e na sua integralidade.
"É inadmissível se ver em tempos tão difíceis, posturas como essas que usam de uma área tão sensível e importante como manobra política, enquanto quem sofre é o usuário e seus familiares que no dia-a-dia, padecem por falta de assistência e o secretário de cada município de mãos atadas", lamentou a secretária.
Mín. ° Máx. °