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Girão quer saída de Carlos Gabas da direção do Consórcio Nordeste

Em pronunciamento, nesta terça-feira (19), o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) informou ter apresentado um requerimento para que a CPI da Pandemia...

19/10/2021 às 19h36
Por: Redação Fonte: Agência Senado
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O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) pediu que a CPI da Pandemia provoque a Justiça solicitando a imediata remoção de Gabas - Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) pediu que a CPI da Pandemia provoque a Justiça solicitando a imediata remoção de Gabas - Jefferson Rudy/Agência Senado

Em pronunciamento, nesta terça-feira (19), o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) informou ter apresentado um requerimento para que a CPI da Pandemia provoque a Justiça solicitando a imediata remoção de Carlos Gabas da direção do Consórcio Nordeste, que congrega todos os estados da região. Ele disse que seu pedido é um gesto de respeito "ao dinheiro que é retirado das mesas das famílias brasileiras", referindo-se à compra de 300 respiradores destinados aos pacientes com covid-19, equipamentos que não foram entregues pela empresa responsável.

O parlamentar criticou a CPI por não ter apurado "o desvio de R$48,7 milhões, na compra, supostamente fraudulenta, dos 300 respiradores". E informou que a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte está investigando o assunto, numa Comissão de Inquérito, e inclusive convocou Carlos Gabas para depor, quebrando seu sigilo bancário. 

— Apesar da confirmação de todas as gravíssimas denúncias, ele continua firme, recebendo um salário de cerca de R$20 mil como secretário-executivo do Consórcio, que reúne nove Estados nordestinos e custa R$10 milhões por ano ao bolso do contribuinte do Nordeste brasileiro, reclamou.

Girão também divulgou nota oficial emitida por entidades do seu estado, manifestando "indignação diante da morosidade" da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em sabatinar André Mendonça, indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, assinado pelo Movimento Conservador Cristão de Ação Social e Política, a Ordem dos Ministros Evangélicos do Ceará e o Movimento Ceará Livre, critica diretamente o presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Após mencionar que a Constituição garante que "ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política", o documento afirma que os signatários não podem se calar "diante de um ato sem justificativa" e que resvala em questões "discriminatórias e antidemocráticas".

 

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