
A Prefeitura de Cuiabá enfrenta dificuldades financeiras e é a segunda pior capital do país em gestão fiscal, conforme estudo divulgado pelo Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado anualmente pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. Os dados analisados são referentes a 2022.
Conforme o ranking, Cuiabá supera apenas a vizinha Campo Grande (MS).
Com pontuação que varia de zero a um, o índice é composto pelos indicadores de “autonomia”, “gastos com pessoal”, “liquidez” e “investimentos”.
De acordo com os critérios da Firjan, a situação dos municípios é considerada crítica (resultados inferiores a 0,4 ponto), de dificuldade (resultados entre 0,4 e 0,6 ponto) - é aqui que Cuiabá se encaixa (nota 0,4972) -, boa (resultados entre 0,6 e 0,8 ponto) ou de excelência (resultados superiores a 0,8 ponto).
A média brasileira é de 0,6250 ponto. Entre as capitais, Salvador (BA) alcançou o melhor desempenho (0,9823 ponto).
No caso de Cuiabá, as maiores dificuldades estão na escassez de recursos para investimentos e na baixa liquidez.
A Capital mato-grossense apresenta nota zero no IFGF Liquidez, ou seja, terminou o ano de 2022 sem recursos em caixa suficientes para cobrir as despesas. Campo Grande também está na mesma situação no que diz respeito à liquidez.
Em relação a gastos com pessoal, a gestão da Prefeitura é considera boa. O Município possui excelência no quesito autonomia, ou seja, tem pouca dependência de transferências de outros entes.
Confira a tabela abaixo:

Mín. 22° Máx. 29°