
O vereador do município de Poconé (104 km de Cuiabá), Sérgio Maracanã (PSB), apresentou na Casa de Leis, um projeto para criar o dia da paz, no entanto, a proposta não teria passado pelo jurídico na Câmara antes de ser levado para votação.
E mesmo assim, o projeto passou por duas votações na Câmara e foi aprovado por todos os parlamentares e seguiu para aprovação do prefeito Tata Amaral (DEM). O prefeito vetou parcialmente o projeto e devolveu para o Legislativo.
Na Câmara, mesmo tendo sido aprovado o projeto duas vezes, os vereadores voltaram atrás e seguiram o veto do prefeito. Apenas o presidente da Casa, vereador Itamar Lourenço (PSB), votou contra o veto.
Segundo o presidente Itamar, todo projeto apresentado na Câmara deve passar pelo jurídico antes de ser levado a plenário para votação, o que não ocorreu.
"Todo projeto apresentado na Câmara deve ser passado pelo jurídico da Casa. Nesse caso específico, não passou. O erro não foi do jurídico, e sim da elaboração do projeto realizado pelo vereador [Sérgio Maracanã]. Por mais que estejamos aptos a fazer leis, temos um jurídico para nos orientar e devemos explorar isso, para não acontecer o que aconteceu com esse projeto em questão", disse.
Itamar disse ainda, que esse não é o primeiro projeto reprovado pelo Executivo por falta de seguir as orientações jurídicas.
"Isso tem sido frequente, de alguns colegas votarem contra o seu próprio voto", ou seja, o parlamentar disse que os mesmos vereadores que aprovam projetos, reprovam quando são vetados pelo Executivo.
"Situações como essas, traz para a população uma preocupação. Que segurança eles terão em um representante que fala uma coisa hoje, e amanhã não sustenta? Aquilo que eles votam hoje duas vezes, amanhã ele não consegue manter os dois votos que ele (a) deu?", completou.
O vereador Sérigo Maracanã não quis falar com a reportagem.
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