
O ex-vereador Arnoldo Veggi, líder da quadrilha de venda ilegal de mercúrio identificado na Operação Hermes II, afirmou em uma das conversas com um dos sócios que vendeu o metal para o "garimpo de Mauro Mendes", mas que a nota foi feita para outra empresa. A conversa foi encontrada em trocas de mensagens pelo WhatsApp.
A conversa de Arnoldo que cita o governador foi realizada com Alberto Veggi Atala, um dos sócios operacionais do esquema, que fazia as negociações entre fornecedores e compradores do mercúrio. Em uma das conversas Arnoldo disse que pagaria suborno à uma autoridade boliviana para liberar a carga que viria do país vizinho.
Em junho de 2022 aconteceu a conversa que cita Mauro Mendes e no mês seguinte eles discutem a possibilidade de trazerem o material da china embalado em potes de xampu por causa da falta de estoque nacional e o aumento da demanda.
"Ainda, em junho de 2022, narra a representação que Arnoldo teria enviado mensagens a Alberto, afirmando que fez nota fiscal de bola 'lá pro Aricá', mas enviou mercúrio, informando, ainda que era o 'garimpo do Mauro Mendes'", diz relatório da decisão.
O filho do governador, empresário Luís Antônio Taveira Mendes, foi alvo de um pedido de prisão temporária da Polícia Federal. O pedido foi negado sob imposição de uma fiança de 200 salários mínimos (equivalente a R$ 264 mil), além de ter o passaporte recolhido.
Operação Hermes II
Deflagrada na última quarta-feira (9), a Operação Hermes (Hg) II cumpriu 34 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso e no Amazonas, Rio de Janeiro e São Paulo por participação em um esquema de contrabando e acobertamento de mercúrio para uso em garimpos. Entre os alvos está o filho do governador Mauro Mendes (União), Luis Antônio Taveira Mendes.
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