
O deputado federal Emanuelzinho (MDB), vice-líder do Governo na Câmara, afirmou que o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Cuiabano continua sendo analisado no novo PAC do Governo Federal, e que a informação de que a conclusão das obras do modal não seria viável, não é verídica e foi plantada pelo governador Mauro Mendes (União).
O parlamentar acredita que a informação divulgada pela revista IstoÉ, de que o chefe da Casa Civil do Palácio e coordenador-geral do PAC III, Rui Costa, teria ligado para o governador Mauro Mendes (União Brasil), avisando que não será possível incluir o VLT na lista de projetos do programa devido ao modal estar em “desuso”, seria uma informação plantada pelo próprio governador ou um “erro” da própria revista.
“Está no PAC e é de consulta pública. O PAC divide em vários segmentos, e abriram cadastro de propostas até dezembro de 2023. Cuiabá fez o cadastro no PAC, e várias propostas foram eliminadas de outras cidades. Pediram para Cuiabá fazer adequações no projeto e foi pré-aprovado, caminhando para o PAC até a aprovação definitiva. O ministro Alexandre Padilha anunciou que o Governo Federal tem a intenção de investir pesado no VLT e, agora, depende da Prefeitura de Cuiabá", disse Emanuelzinho na manhã desta segunda-feira (15), durante entrevista à rádio Cultura FM.
De acordo com o deputado, a revista IstoÉ disse apenas que o governador ouviu isso e que o ministro ligou para ele. "Ele não tem o direito de colocar palavras na boca do ministro. Se o ministro tivesse dito, poderia ter feito isso publicamente. Foi irresponsabilidade da IstoÉ ou do governador. A agenda é pública, teremos agendas no Ministério das Cidades e Casa Civil sobre o VLT Cuiabá”, explicou.
O parlamentar disse ainda que na próxima quarta-feira (17) vai participar de uma reunião na Casa Civil para tratar sobre mobilidade urbana de Cuiabá. Emanuelzinho garante também que o governo federal solicitou o projeto técnico e executivo. Para ele, é impossível que o ministro Rui Costa tenha dito que o VLT esteja em “desuso”, uma vez que o estado dele, a Bahia, tem pretensões de comprar os vagões de Mato Grosso.
“O governo da Bahia está fazendo negociações com o governo do Estado de Mato Grosso, mas eu quero explicar o seguinte, esses R$ 4,9 bilhões são a fundo perdido e serão dados a Cuiabá. Ele é carimbado para a mobilidade urbana. Se não vier em VLT, não pode ir para Saúde ou Educação. Se não vier para Cuiabá, irá para outra cidade para a mobilidade urbana. E faltou Mauro Mendes dizer uma coisa, Rui Costa trocou no seu estado o BRT pelo VLT, e que o BRT é atrasado para o estado da Bahia”, concluiu.
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