
O Ministério Público do Estado se manifestou favorável ao pedido da defesa da empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo para a revogação das medidas cautelares impostas pela Justiça, após ela deixar a prisão. Ela foi presa acusada de ser uma das mandantes da morte do advogado Roberto Zampieri.
A empresária foi presa e solta no dia 19 de janeiro, mediante a medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a suspensão do passaporte. Apesar de estar envolvida no crime, Maria Angélica não foi indiciada.
Na semana passada, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou Antônio Gomes da Silva, executor do crime, Hedilerson Barbosa, apontado como intermediador, e o coronel aposentado Etevaldo Luiz Caçadini, que teria financiado a execução. Em seguida, o Ministério Público Estadual denunciou os três por homicídio triplamente qualificado.
“Com efeito, após o indeferimento da prorrogação de sua prisão temporária, foram fixadas diversas medidas cautelares diversas da prisão, contudo, concluído o IP, não foi oferecida denúncia contra a requerente por não terem sido carreado aos autos, até o presente momento, elementos de convicção que vinculasse a mesma aos indiciados já denunciados”, escreveu o promotor Samuel Frungilo.
“Ante o exposto, manifesta-se o MP favorável à revogação das cautelares outrora impostas”.
O crime
Zampieri foi assassinado na noite de 5 de dezembro, quando deixava seu escritório no Bairro Bosque da Saúde. Ele havia acabado de entrar em seu carro, um Fiat Toro, quando foi surpreendido pelo assassino e baleado dez vezes.
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