
O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) ingressou com duas ações judiciais contra o governador Mauro Mendes (União), alegando ter sofrido danos morais por declarações feitas nas últimas semanas.
Ele também processou a primeira-dama Virgínia Mendes e o vereador Dilemário Alencar (Podemos). Emanuel pede R$ 40 mil de cada um.
Mendes classificou Emanuel, entre outros adjetivos, de "fanfarão", "mentiroso" e chegou a compará-lo a um “ladrão de banco”. Disse, também, que o prefeito é "recordista mundial de esquema de corrupção".
“O prefeito é um fanfarrão, mentiroso e tenta criar cortina de fumaça para esconder os escândalos, 15 escândalos de corrupção na Secretaria de Saúde. A administração dele é um caos, atolada em buracos e escândalos financeiros. Administração pífia e caótica, a pior da história da nossa Cuiabá em mais de 300 anos”, disse Mendes.
Em outra declaração, Mendes questionou o decreto de Emanuel sobre estado de calamidade na Saúde.
"Abram o olho os órgãos de controle. Ele já é o recordista mundial de esquema de corrupção, o Guinness Book deve estar vindo por ai, por que eu desconheço no Brasil, e talvez no mundo civilizado, uma prefeitura que teve 19 operações, da Policial Federal, do Ministério Público, da Policia de Combate à Corrupção. Com esse decreto abram o olho os órgãos de controle, que esta querendo um caminho pra quebrar novamente o seu recorde", disse Mendes.
Para a defesa, as declarações de Mendes foram proferidas em um contexto de disputa política, exacerbando o rancor contra o prefeito, especialmente após uma decisão do STJ que anulou o afastamento de Pinheiro do cargo determinado anteriormente pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
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