Friday, 05 de June de 2026
19°C 36°C
Cuiabá, MT
Publicidade

'Pacote Antifeminicídio' relatado pela deputada Gisela Simona, na Câmara, vira Lei

De autoria da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), a Lei altera o Código Penal

10/10/2024 às 15h51
Por: Redação Fonte: Da redação
Compartilhe:
Reprodução
Reprodução

Nesta quinta feira (10), foi publicado no Diario Oficial da União a sanção do Pacote Antifeminicídio. O PL nº 4.266 de 2023, agora é Lei nº 14.994, já valendo em todo território nacional. 

Sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, 9 de outubro, ele torna  o feminicídio um crime autônomo, agravando a pena para a maior prevista no Código Penal, de até 40 anos. 

O 'Pacote Antifeminicídio' foi aprovado no dia 11 de setembro na Câmara Federal, em votação simbólica, quando não há contabilização dos votos. Para a parlamentar federal, Gisela Simona (União Brasil), relatora da proposta, esta é uma vitória que merece ser comemorada, pois dá, enfim, uma reposta à sociedade.

"Nós precisávamos há muito tempo dar uma resposta à sociedade que não aguenta mais  tantas barbaridades cometidas contra as mulheres. Com a sanção queremos, agora, que o Judiciário também faça jus a essa vitória nos julgamentos para que possamos zerar o feminicídio".

Em seu parecer, na Câmara, a relatora lembrou que a falta de protocolos claros, levaram as autoridades brasileiras a classificar assassinatos praticados contra as mulheres, simplesmente, como homicídios, mesmo quando cometidos por razões da condição do sexo feminino. 

"A criação do tipo penal autônomo de feminicídio é medida que se revela necessária não só para tornar mais visível essa forma extrema de violência, mas também para reforçar o combate a esse crime bárbaro e viabilizar a uniformização das informações sobre as mortes de mulheres no Brasil [...]  Além do que penas mais severas mostram que não estamos inertes, pelo contrário, estamos buscando juridicamente todas as alternativas possíveis para evitar que estes assassinatos continuem a crescer no Brasil".

De autoria da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), a Lei altera o Código Penal, as Leis das Contravenções Penais, de Execução Penal,  de Crimes Hediondos e a Maria da Penha. A medida, igualmente, reduz a subnotificação dos casos.

Na prática, a proposição amplia as respostas preventivas e punitivas aos crimes praticados contra mulheres. Cria a previsão de que matar uma mulher por razões de gênero preveja reclusão de 20 a 40 anos, e amplia a pena para lesão corporal, violência doméstica, crimes contra a honra, ameaça e descumprimento de medida protetiva. 

Ainda impede que aqueles que cometem estes tipos de crimes ocupem cargo público, exerça mandato eletivo e recebam visitas íntimas na prisão. 

Outro ponto da proposta é o substancial aumento no tempo para a concessão da progressão de regime aos condenados, além de ser obrigatória a monitoração eletrônica do preso para qualquer benefício.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Cuiabá, MT
28°
Tempo nublado

Mín. 19° Máx. 36°

27° Sensação
1.29km/h Vento
31% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
07h05 Nascer do sol
18h20 Pôr do sol
Sat 35° 18°
Sun 35° 18°
Mon 36° 20°
Tue 33° 19°
Wed 25° 20°
Atualizado às 09h01
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,11 +0,68%
Euro
R$ 5,92 +0,45%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 331,431,11 -3,65%
Ibovespa
170,108,84 pts -0.13%
Publicidade