Segunda, 19 de Outubro de 2026
21°C 40°C
Cuiabá, MT
Publicidade

Conselheiro aponta excesso de judicialização e defende maior uso da conciliação

Em 2024, 39 milhões de novos processos foram abertos no Brasil

08/08/2025 às 08h26
Por: Redação Fonte: Da redação
Compartilhe:
Divulgação
Divulgação

O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda, defendeu que o Brasil passe por uma mudança cultural urgente na resolução de conflitos. Para ele, o país enfrenta um problema crônico de excesso de judicialização. Ele destaca que a transformação desse cenário é um dos grandes desafios da Justiça brasileira e apontou a conciliação como uma das soluções para superar essa condição.

A avaliação do conselheiro vai ao encontro de dados levantados por diversas entidades. O Anuário da Justiça Brasil de 2025, por exemplo, expôs que mais de 39 milhões de novos processos foram abertos em todo o país, somente em 2024. O estudo evidenciou ainda que, em apenas um ano, o Poder Judiciário proferiu 44 milhões de decisões e alcançou uma média de 2.300 processos analisados por cada juiz.

“O Brasil já é o país com o maior volume de processos no mundo e esse número continua crescendo. Isso é um problema crônico. É feita a melhoria e aumento nas estruturas, no material humano, mas com apenas isso não é mais possível melhorar essa situação. Não há dúvidas de que aquela ideia de sempre buscar o Judiciário para resolver conflitos é absolutamente ultrapassada”, afirma.

De acordo com conselheiro do CNJ, é preciso que a sociedade entenda que nem todo problema precisa virar um processo judicial. Segundo ele, em boa parte dos casos, a conciliação é uma forma de solucionar litígios de maneira eficiente e menos burocrática. Esse procedimento pode acontecer fora do Judiciário, por meio de acordos diretos entre as partes ou em espaços voltados para a mediação e conciliação prévia.

Ele também chama a atenção para o papel do próprio Poder Público nesse cenário. Conforme Rabaneda, Municípios, Estados e União estão entre os que mais acionam o sistema de Justiça, com ações previdenciárias e de servidores públicos. Para o conselheiro, é necessário que essas instituições fomentem a conciliação e compreendam que, ao utilizar essa ferramenta, possibilitam que um juiz dê maior atenção para casos mais complexos.

“Quando falamos de maior adesão à conciliação, estamos falando de uma modernização cultural. O país criou uma espécie de rotina em que todos os litígios vão para o Judiciário. Então, é preciso que isso, que já está ultrapassado, seja modernizado. A partir do instante em que criarmos a compreensão de que a conciliação é um caminho melhor, essa mudança cultural também vai beneficiar a prestação do serviço”, ponta.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Cuiabá, MT
22°
Parcialmente nublado

Mín. 21° Máx. 40°

22° Sensação
7.42km/h Vento
64% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
06h14 Nascer do sol
18h43 Pôr do sol
Ter 42° 25°
Qua 43° 26°
Qui 40° 27°
Sex 41° 26°
Sáb 43° 26°
Atualizado às 07h01
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,07 +0,00%
Euro
R$ 5,71 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 441,910,61 +0,75%
Ibovespa
205,430,33 pts 0.54%
Publicidade