Quarta, 28 de Outubro de 2026
19°C 34°C
Cuiabá, MT
Publicidade

Preço dos combustíveis: senadores questionam presidente da Petrobras e criticam aumentos

Senadores questionaram fortemente a política de preços de combustíveis da Petrobras, em audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ...

23/11/2021 às 09h30
Por: Redação Fonte: Agência Senado
Compartilhe:
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senadores questionaram fortemente a política de preços de combustíveis da Petrobras, em audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (23). O presidente da estatal, general Joaquim Silva e Luna, defendeu a empresa e atribuiu os sucessivos aumentos da gasolina, do diesel e do gás de cozinha nos últimos meses a uma série de fatores.

O presidente da Petrobras iniciou sua exposição fazendo um resumo do contexto internacional que afetou o preço do petróleo nos últimos dois anos. Lembrou que a estatal não detém o monopólio do petróleo desde 1997 e que o preço do petróleo no mercado internacional — o chamado PPI, "preço de paridade de importação" — não é a única variável que afeta os valores praticados pela empresa.

— A pandemia e o combate a ela nos colocaram em uma posição diferenciada. Tivemos como consequência um choque de demanda elevado, com uma oferta inferior à demanda. Como consequência, uma escalada muito grande do preço das commodities. [Além disso], uma crise hídrica e a desvalorização do real em relação ao dólar — alegou.

Silva e Luna ressaltou que a Petrobras chegou a ficar, sob sua gestão, 92 dias sem reajustar o valor do gás de cozinha, 85 sem reajustar o diesel e 56 sem alterar o preço da gasolina. A afirmação gerou uma reação veemente do senador Omar Aziz (PSD-AM).

— O salário do trabalhador brasileiro não é alterado a cada 90 dias, como o combustível é hoje quase diariamente. É uma brincadeira achar que se está fazendo um grande favor aos brasileiros — indignou-se o senador.

Jean Paul Prates (PT-RN) questionou a decisão da Petrobras de aceitar, sem recorrer, a determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), de 2019, para que a empresa venda oito refinarias. O senador acusou o governo federal de não buscar a redução do preço interno dos combustíveis para atender o interesse dos acionistas no processo de venda dessas refinarias.

— Isso é preguiça e incompetência desse governo — criticou Jean Paul.

O presidente da CAE, senador Otto Alencar (PSD-BA), indagou ao presidente da Petrobras sobre notícias de que as refinarias estariam operando abaixo da capacidade máxima. Silva e Luna afirmou que a média de produção das atuais 13 refinarias está em torno de 90%:

— Tivemos paradas programadas, por causa da covid, mas isso já foi concluído. Estamos vivendo hoje um momento de capacidade máxima, todas as refinarias funcionando.

Mais informações a seguir

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Cuiabá, MT
23°
Tempestades

Mín. 19° Máx. 34°

24° Sensação
18.5km/h Vento
94% Umidade
100% (3.67mm) Chance de chuva
06h09 Nascer do sol
18h46 Pôr do sol
Qui 25° 17°
Sex 37° 21°
Sáb 37° 23°
Dom 39° 24°
Seg 38° 23°
Atualizado às 01h01
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,35 -0,01%
Euro
R$ 5,95 +0,02%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 458,632,07 +0,36%
Ibovespa
175,710,05 pts -0.51%
Publicidade