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Comissão aprova proposta que regulamenta a gestão cívico-militar nas escolas públicas

Najara Araújo/Câmara dos Deputados Junio Amaral: escolas cívico-militares possuem desempenho satisfatório em exames A Comissão de Segurança Públi...

23/11/2021 às 12h05
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
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Junio Amaral: escolas cívico-militares possuem desempenho satisfatório em exames - (Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados)
Junio Amaral: escolas cívico-militares possuem desempenho satisfatório em exames - (Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados)

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que regulamenta a gestão cívico-militar em escolas públicas da educação básica. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

O Projeto de Lei 4938/19, do deputado Mário Heringer (PDT-MG), foi aprovado na forma do substitutivo do relator, Junio Amaral (PSL-MG),  “O substitutivo contempla a diversidade dos debates e as sugestões oferecidas por escrito”, disse o relator.

A proposta aprovada prevê, entre outros pontos, que caberá exclusivamente à comunidade escolar decidir sobre o início, a partir de uma consulta pública, e o término do modelo cívico-militar – nesse caso, mediante avaliação por meio de relatório circunstanciado que aponte as causas para a eventual finalização.

O texto prevê que as escolas cívico-militares públicas de ensino fundamental ou médio terão cargo de diretoria, cuja atuação se dará de acordo com as normas da Secretaria da Educação do ente federativo. O projeto político pedagógico será de competência da equipe escolar, sob a coordenação daquela direção.

Liberdade de pensamento
A participação de militares na gestão administrativa será na forma de assessoria da direção nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa. Na gestão educacional, os militares atuarão, sob coordenação da direção, em ações para desenvolvimento de comportamentos, valores, atitudes e civismo.

“As chamadas escolas cívico-militares possuem desempenho satisfatório em exames e avaliações, além de trabalharem atributos como disciplina, hierarquia e trabalho em equipe”, afirmou Junio Amaral. “Cabe ressaltar que de forma alguma atentam contra liberdades individuais ou liberdade de pensamento”, disse.

Segundo destacou o deputado Mário Heringer, na versão original da proposta a iniciativa pretende estabelecer limites para a atuação de militares nas escolas públicas, o respeito à escolha democrática da comunidade escolar e assegurar os direitos constitucionais individuais de estudantes e profissionais.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

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