
No final de 2022, o prefeito Emanuel Pinheiro cometeu um dos maiores erros na sua gestão, trocou a secretária Suelen Alliend, pelo médico Guilherme Salomão, para gerir a pasta mais difícil de qualquer cidade.
Médico ortopedista, sem um pouco de experiência, Guilherme assumiu a saúde da capital, e em pouco mais de dois meses, causou um grande estrago na pasta, onde resultou em mais falta de medicamentos, falta de médicos, atrasos salariais, atraso de pagamento aos fornecedores, falta de produção nos trabalhos, e atraso na secretaria de saúde em si.
Dizem nos corredores da SMS, que o secretário andava com segurança, por medo de retaliações de servidores e ex-servidores que estavam revoltados querendo receber o que é de direito deles.
Com essa péssima gestão, o TJ-MT autorizou uma intervenção do Estado na saúde de Cuiabá.
O governador Mauro Mendes nomeou a servidora de carreira do município, Danielle Carmona, como responsável da pasta, e em 15 dias de trabalho, organizando a casa, a interventora ainda não conseguiu colocar a saúde nos trilhos.
No final das contas, todo o problema anda sendo transferido pra Várzea Grande, e quem assume a conta é o secretário de saúde Gonçalo de Barros.
No início desta semana, um integrante de um grupo de whatsapp pediu socorro ao prefeito Kalil, solicitando que deixasse as Policlínicas abertas até às 22 hrs, como aconteceu em uma gestão passada, porque as UPA'S estariam lotadas. Ele ainda clamou pelo Conselho Municipal de Saúde, Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, e pediu ajuda de alguns vereadores.
Em uma entrevista concedida a TV Vila Real, o secretário municipal de saúde de Várzea Grande, Gonçalo de Barros, disse que ultimamente triplicou o consumo de medicamentos, que em um dia atendeu mais de 5.300 pacientes, e que não tem estrutura pra tudo isso, mas estão atendendo a todos que buscam pela saúde. O secretário também foi categórico ao falar sobre a briga política, se referindo a rivalidade entre o prefeito da Capital Emanuel Pinheiro, e o governador Mauro Mendes, que há tempos estão travando uma guerra, e deixando a população à mercê. "Está uma situação delicada, extremamente desconfortável, gestão pública se faz com os entes Federal, Estadual e Municipal, mas não é disso que estão tratando, e briga política, no final se paga com vida", finalizou Gonçalo.
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