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Trabalho científico classifica capacidade de uso adequado do solo para cultivo no Cerrado e no Pantanal

a iniciativa integra a universidade com o produtor rural, incentivando os estudantes a realizarem as defesas dos seus trabalhos científicos nos locais onde ocorreram as pesquisas

29/09/2021 às 18h15
Por: Redação Fonte: Secom Mato Grosso
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O engenheiro florestal Hector de Oliveira, discente do Programa de Pós-graduação em Recursos Hídricos da UFMT foi aprovado pela banca de especialistas - Foto por: Empaer/MT
O engenheiro florestal Hector de Oliveira, discente do Programa de Pós-graduação em Recursos Hídricos da UFMT foi aprovado pela banca de especialistas - Foto por: Empaer/MT

A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), promoveu na manhã desta quarta-feira (29.09) a primeira defesa de um trabalho cientifico realizado em uma propriedade rural no Estado. O projeto ‘Defesa no Campo’ teve como primeira pesquisa a dissertação de mestrado sobre “mapeamento da capacidade de uso do solo” de uma área de 660 hectares localizada entre os biomas Cerrado e Pantanal, em Santo Antônio do Leverger (a 34 km de Cuiabá).

O objetivo do projeto é inovar no serviço de pesquisa e extensão rural, integrando a universidade com o produtor rural, incentivando os estudantes a realizarem as defesas dos seus trabalhos científicos nos locais onde ocorreram as pesquisas. A abordagem é importante para melhorar a difusão do conhecimento gerado, além de valorizar os agricultores e produtores rurais que demandam, apoiam e participam do estudo.

O engenheiro florestal Hector de Oliveira, discente do Programa de Pós-graduação em Recursos Hídricos da Universidade Federal de Mato (UFMT), foi aprovado pela banca de especialistas. O trabalho teve a orientação do coordenador de Assistência Técnica e Extensão Rural da Empaer, o engenheiro agrônomo e doutor, Fabrício Ramos.

A pesquisa começou em 2019, na propriedade localizada na comunidade Baía do Jacaré, do casal Joarez Vilas Boas e Ângela Cristina Vilas Boas. Com o resultado, foi possível classificar a potencialidade máxima que o solo da Fazenda pode ser explorado. Identificou ainda as áreas adequadas para cultivo de soja e milho e as inadequadas. Com isso, esse estudo poder ser referência para outras pequenas e médias propriedades na região.

A banca e o presidente da Empaer, Renaldo Loffi atentos na apresentação Foto: Empaer/MT

Na banca, participaram o professor aposentado e referência no Estado em estudos do solo, Fernando Ximenes Tavares Salomão, o professor doutor Jhonatan Barbosa da Silva e a pesquisadora da Empaer, doutora Danielle Müller e, de ouvintes, os agricultores familiares da  comunidade.

O presidente da Empaer, Renaldo Loffi destacou a deficiência desse tipo de estudo na região do Vale do Rio Cuiabá e a importância de saber as características e as particularidades do solo e do clima da região: “Estão todos de parabéns pela iniciativa e a Empaer é parceira por estar sempre lutando pela qualidade de vida do agricultor. Agora é buscar parceriais para o estudo continuar e possa beneficiar um grupo maior de pessoas”.

Para Hector a experiência foi única e agradeceu a todos pelo apoio que recebeu. Do casal Vilas Boas pela disposição em ajudar e ceder a propriedade, a Empaer pelo incentivo, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a família que esteve sempre ao seu lado”.

“Com as considerações vou adequar o trabalho e já na expectativa de futuramente avançar para publica-la. Foram dois anos de dedicação e muito trabalho de campo para conseguir o resultado, que irá auxiliar não só o dono da área, mas toda a comunidade local”.

O produtor Joarez Vilas Boas destacou que sempre teve interesse em saber o tipo de solo da sua propriedade e ficou muito contente pelo convite em participar do estudo.

“Uma pesquisa leva tempo e precisa de paciência. Acompanhei e participei de todo processo e estou muito satisfeito com o resultado. Foram mais de dois anos de pesquisa que irá beneficiar todos os produtores da comunidade”, finaliza Joarez.

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