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Michelly quer afastamento de Edna da Comissão de Direitos das Mulheres após demitir servidora grávida

Edna é investigada pela prática de uma suposta rachadinha com a ex-servidora.

26/06/2023 às 14h16
Por: Redação Fonte: Da redação
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Vereadora Michelly Alencar
Vereadora Michelly Alencar

Diante da informação que a vereadora Edna Sampaio (PT), teria demitido a ex-chefe de gabinete, Laura Abreu, mesmo sabendo que ela estava grávida, a vereadora Michelly Alencar (UB), pediu à Comissão de Ética e de Quebra de Decoro Parlamentar da Câmara de Cuiabá, que Edna seja afastada da Comissão de Direitos das Mulheres.

Edna é investigada pela prática de uma suposta rachadinha com a ex-servidora.

O pedido de Michelly foi protocolado durante as oitivas da Comissão após Laura prestar depoimento aos membros da Comissão de Ética na na quinta-feira (22).

Em seu depoimento, Laura afirmou que teria implorado para que não fosse desligada do gabinete da vereadora.

Para a vereadora, a atitude de Edna fere a coerência dos trabalhos da Comissão da Mulher e por isso pede o afastamento.

“Assim que soubemos do caso da gestante que foi exonerada do cargo grávida, convocamos a vereadora para prestar depoimento dentro da Comissão de Direitos da Mulher em uma reunião bem acalorada, tensa, e lá a gente teve um depoimento contraditório ao que Laura falou. Aqui [na oitiva] pela fala da Laura, ficou comprovado de que ela foi exonerada gestante e de que não houve motivos a não ser este”, disse a vereadora.

O pedido de Michelly deve ser protocolado pela Mesa Diretora esta semana.

“Ora, tem-se por certo que, uma vez recebido o depoimento da senhora Laura Natasha Oliveira de Abreu, como presidente da Comissão de Direitos das Mulheres, a fim de manter a idoneidade, imparcialidade e coerência dos trabalhos realizados por esta Comissão Temática, faz se necessário o afastamento temporário da vereadora”, diz o ofício assinado pela parlamentar.

Edna Sampaio é acusada de praticar a rachadinha com a verba indenizatória de R$ 5 mil, paga para Laura Abreu, que pela lei é de uso individual da chefe de gabinete, cargo que ela ocupava.

A petista alegou que havia um "acordo" para que a V.I. de Laura fosse depositada em uma conta conjunta, em nome da parlamentar, para custear o "mandato coletivo" dela.

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