
Na manhã desta terça-feira (27), pescadores fizeram uma manifestação contra o Projeto de Lei Transporte Zero e bloquearam a rodovia Palmiro Paes de Barros, que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger (33 km de Cuiabá). O PL nº 1.363/2023, conhecido como "Transporte Zero", trata da política de pesca no Estado.
Durante a manifestação houve tumulto devido a populares que tentaram passar pela via, que estava bloqueada nos dois sentidos.
O protesto ficou tenso, depois que um motorista irritado chegou a tirar uma pistola para os manifestantes.
De acordo com Tania Souza, presidente da colônia de pescadores de Santo Antônio de Leverger, informou que os manifestantes não têm hora para sair do local e que só vão sair depois que o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso algum representante do INSS forem até o local dialogar com a categoria.
“Nós não temos hora pra sair daqui. Enquanto não aparecer um representante da Assembleia Legislativa, de preferência o Botelho – que é o presidente – e alguém do INSS. Apresentando esses dois, nos dando uma satisfação aqui, a gente libera”, diz Tania. Ela pontua que o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso é o único que pode acalmar e dar uma solução para as pessoas presentes no local. “Porque a gente vai lá, o pessoal ‘fala fala fala’ e não resolve nada. Dessa votação que vai acontecer amanhã”, disse.
Os manifestantes pedem também por um representante do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para saber em relação às contribuições dos pescadores. “Como é que vai ficar? De que forma a gente vai continuar? Até porque nós somos segurados especiais, e a gente sabe que a nossa contribuição não se agrega a outro tipo de contribuição. E pra gente começar do zero como trabalhador formal não dá. Porque tem pessoas aqui que têm mais de 30 anos de contribuição na prática da pesca”, expressa a presidente.
O PL visa proibir o transporte, comercialização e armazenamento do pescado e segundo Tania, isso inviabiliza o trabalho dos pescadores, principalmente em Santo Antônio. “Como que nós vamos tirar nossa renda? Se a gente vive exclusivamente da pesca. Aqui em Santo Antônio é só a pesca mesmo. Aqui Santo Antônio não tem outra empresa, não tem outra coisa que a gente possa fazer, a não ser pescar”, menciona.
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