Sexta, 24 de Julho de 2026
21°C 37°C
Cuiabá, MT
Publicidade

Combustíveis e dólar explicam aumento das passagens, diz associação das empresas aéreas

Mario Agra/Câmara dos Deputados Representantes do setor afirmam que só 5% dos bilhetes custam mais de R$ 1,5 mil Combustíveis e dólar explicam o ...

29/09/2023 às 16h00
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
Compartilhe:
Representantes do setor afirmam que só 5% dos bilhetes custam mais de R$ 1,5 mil - (Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados)
Representantes do setor afirmam que só 5% dos bilhetes custam mais de R$ 1,5 mil - (Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados)

Combustíveis e dólar explicam o aumento dos preços das passagens aéreas no Brasil, segundo Jurema Monteiro, da Associação Brasileira das Empresas Aéreas.  “Enquanto o combustível aqui pesa 40%, no mercado americano esse peso é de 20%. O mesmo ocorre com mercados da região, como Chile e Colômbia", ressaltou.

Em reunião da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, Jurema Monteiro afirmou ainda que o impacto do preço do combustível no valor das passagens era de 30% há três anos. Por isso, ela defende uma nova política de preços para combustíveis, o que poderia diminuir em até 17% o preço das passagens.

Ainda assim, ela não considera os preços excessivos. “Apenas 5% dos bilhetes têm tarifas superiores a R$ 1.500. A maioria dos passageiros que se organiza consegue com planejamento e compras antecipadas encontrar tarifas competitivas abaixo de R$ 500, na maior parte das vezes.”

Diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Eduardo Catanant explica por que uma pessoa paga, por exemplo, R$ 200 em uma passagem e outra paga R$ 1.200 para viajar no mesmo voo, com as mesmas condições, no mesmo horário. “A questão é a antecedência na compra. Aquela pessoa que pagou mais barato conseguiu se programar, comprou a passagem com muita antecedência. E  essas tarifas tendem a subir porque são aqueles últimos lugares do voo e correspondem muitas vezes ao lucro que a empresa tem.”

Para Catanant, a solução passa pela entrada de novas companhias no mercado.
“A gente sabe que numa indústria concorrencial, em que a entrada de novos players é livre, os ganhos de eficiência são traduzidos em melhores preços.”

Já o deputado Neto Carletto (PP-BA), que pediu a audiência pública, cobrou mais benefícios para o consumidor em resposta aos incentivos que as empresas têm recebido. “É importante que haja um compromisso das empresas para com os consumidores porque esta Casa vem fazendo sinalizações com o setor aéreo, isenções, como do ICMS, e autorização para cobrança da bagagem, e não tem sido feito nenhum gesto de lá pra cá das empresas para com os consumidores.”

Segundo a Anac, em 2002, 38 milhões de brasileiros viajavam e 0,1% das passagens era vendida abaixo de R$ 100. Hoje, são 98 milhões de passageiros, e 11% de passagens saem a menos de R$ 200.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Cuiabá, MT
23°
Tempo limpo

Mín. 21° Máx. 37°

23° Sensação
0.65km/h Vento
63% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
07h10 Nascer do sol
18h31 Pôr do sol
Sáb 39° 23°
Dom 40° 25°
Seg 39° 25°
Ter 40° 25°
Qua 40° 26°
Atualizado às 07h01
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,08 -0,05%
Euro
R$ 5,78 -0,02%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 349,921,00 -0,15%
Ibovespa
176,723,63 pts -0.46%
Publicidade