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Para Girão, judiciário interferiu nas primárias da oposição na Venezuela

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a suspensão, pelo Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, da validade dos resultados das primárias rea...

13/11/2023 às 18h58
Por: Redação Fonte: Agência Senado
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 - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
- Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a suspensão, pelo Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, da validade dos resultados das primárias realizadas pelo partidos da oposição para a seleção de um candidato para as próximas eleições presidenciais no país. Em pronunciamento nesta segunda-feira (13), Girão ressaltou que a ex-deputada María Corina Machado, líder de oposição ao governo de Nicolás Maduro, obteve 92% dos votos. No entanto, observou o senador, ela está inabilitada para exercer cargos públicos por 15 anos. Ele também apontou a falta de mediação do governo brasileiro diante desse cenário, classificando-o como um “atentado à democracia venezuelana”.

— É uma aberração jurídica, política e, principalmente, moral do governo ditatorial, sanguinário, que está levando o povo venezuelano à miséria. Todo tipo de abuso de direitos humanos que possa existir a gente vê nesse país. E o Brasil calado ou muitas vezes conivente com isso, quando estende um tapete vermelho, dando honras de Estado para esse ditador [Nicolás Maduro] logo nos primeiros meses do governo Lula — disse.

Girão ressaltou a crise econômica, política e social que, segundo ele, transformou a Venezuela, de um país rico em recursos naturais para "um dos países mais pobres da América Latina". Ele lembrou que o país foi “contemplado com a maior reserva provada de petróleo do mundo, superior inclusive aos Emirados Árabes”. O parlamentar também mencionou a saída de mais de 8 milhões de refugiados, muitos dos quais chegaram ao Brasil em condições precárias.

O senador também expôs dados apresentados por Maria Corina Machado na Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado brasileiro por videoconferência em 12 de setembro. Em depoimento, ela acusou o regime de Maduro de ser uma "narcoditadura", com mais de 60% do território sob o domínio de facções criminosas e do cartel do tráfico de drogas, lembrou o parlamentar.

— Como se não bastasse, o que está acontecendo dentro de seu país, a Venezuela, Maduro agora decidiu fazer um referendo no próximo dia 3 de dezembro para que o povo venezuelano sofrido legitime mais um delírio tirânico dele, do ditador Maduro. Ele quer simplesmente fazer a anexação de mais da metade do território da Guiana, país vizinho, onde vivem mais de 250 mil guianenses. E Lula, assim como é complacente, também se cala diante de tantas arbitrariedades da cruel ditadura praticada na Venezuela — concluiu.

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