
O prefeito de Chapada dos Guimarães (67 km de Cuiabá), Osmar Froner, acredita que o município deve receber cerca de 80 mil e 100 mil pessoas durante o reveillon, mesmo com os bloqueios da MT-251.
Durante uma entrevista ao programa Tribuna, da Vila Real, na manhã desta sexta-feira (29), Osmar disse que apesar dos bloqueios em trecho do Portão do Inferno, "o pior já passou”, visto que a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) tem adotado medidas para segurança no local.
“No começo isso foi um alarme, uma preocupação para nós e aqueles que optaram por passar o fim de ano em Chapada. Mas agora, com as medidas, com rotas alternativas, pare e siga, ontem eu fiz questão de passar pelo trecho até Cuiabá e voltando, esperei 6 minutos e tivemos a travessia. Tenho recomendado a todos que já fizeram sua reserva com planejamento familiar, que mantenha sua programação, mas que venha com um pouco de antecedência para não enfrentar trânsito, hora de maior fluxo na rodovia, que sempre acontece”, declarou.
O trânsito de veículos pesados está proibido no local, sendo permitido apenas carros de passeio e caminhonete sem carga. A rota alternativa pela MT-246 também não permite caminhões, por conta dos reparos feitos no momento. A opção mais viável é pela BR-364, passando pela Serra de São Vicente e Campo Verde, o que prolonga o trajeto em mais de 100 km e uma hora.
“Quem puder optar pela BR-364, é uma hora a mais de viagem, mas para quem está passeando aumentar o percurso é melhor pela segurança e já conhece outra cidade”, orientou.
Segundo ele, havia preocupação com o abastecimento do comércio local, como supermercados, pousadas e restaurantes por conta da impossibilidade de tráfego de veículos de carga. Entretanto, Froner disse que todos estão preparados para receber o visitante.
“O Natal nos surpreendeu. Nunca tivemos tantas pessoas assim, atraídas pela rua coberta e praça Dom Wunibaldo. Estimativa é que Chapada receba 100 mil pessoas neste fim de ano, mesmo com a situação na MT-251”, pontuou o prefeito.
Na avaliação dele, após a pandemia de covid-19, as pessoas já estão mais confiantes e dispostas a sair e festejar, o que favorece o aumento de público. Outro fator também é o custo de viagens, que está mais alto no momento.
Para a festa, foi investido cerca de R$ 1 milhão, com retorno previsto de aproximadamente R$ 8 milhões.
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