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Empresária acusada de mandar matar advogado Zampieri é solta pela Justiça de MT

A decisão se deu devido a ausência de elementos concretos aptos a ensejar a prorrogação da prisão temporária. 

19/01/2024 às 09h04
Por: Redação Fonte: Aline Brito
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Reprodução
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O juiz da 10ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá João Bosco Soares da Silva, determinou a soltura da empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo, suspeita de ser a mandante do assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto em dezembro do ano passado, em Cuiabá. A decisão se deu devido a ausência de elementos concretos aptos a ensejar a prorrogação da prisão temporária. 

Na decisão, proferida nesta quinta-feira (18), o magistrado afirmou que a prisão temporária não é de cunho definitivo e deve ter um prazo de duração determinado.

“Nessa toada, a prima facie, constato que não há elementos concretos aptos a ensejar a Prorrogação da Prisão Temporária da representada Maria Angélica Caixeta Gontijo, bem como não terem sido preenchidos todos os requisitos impostos pelo Supremo Tribunal Federal – STF, desta feita, à imposição de Medidas Cautelares Diversas são suficientes para se alcançar os meios necessários, com o fito de dar o bom andamento na pertinente e indispensável investigação”, destacou.

A empresária será solta nesta sexta-feira (19).

O pedido de liberdade atendeu a defesa da acusada, que é patrocinada pelo advogado Eustáquio de Noronha Neto, que pugnou pela não prorrogação da prisão temporária da empresária e apontou relatório do depoimento de Antônio Gomes da Silva, tido como o executor do crime, que afirmou que o mandante seria um homem, com sotaque italiano, e que teria perdido uma fazenda para a vítima.

Além disso, citou que a investigada entregou voluntariamente o celular com a senha, suas armas e passaporte.

Medidas cautelares

Em liberdade, a empresária terá que cumprir algumas medidas cautelares, dentre elas, o uso de tornozeleira eletrônica; manter o endereço e contato telefônico atualizados; não mudar de residência sem autorização judicial; comparecer a todos os atos processuais; suspensão do passaporte; e suspensão do certificado de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

O processo tramita em sigilo.

Entenda o caso

Roberto Zampieri tinha 56 anos e foi assassinado na noite do dia 5 de dezembro de 2023, na frente de seu escritório localizado no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. A vítima estava dentro de uma picape Fiat Toro quando foi atingida pelo executor com diversos disparos de arma de fogo.

No dia 20 de dezembro, a Polícia Civil prendeu o suspeito de ser o executor do crime, Antônio Gomes da Silva, e também Maria Angélica, que é acusada de ter mandado matar o advogado. Logo depois, um terceiro homem também foi preso, sob a suspeita de ter intermediado o crime.

E, nesta segunda-feira (15), uma quarta pessoa foi presa. Trata-se do coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, que teria financiado o assassinato.

Todas as prisões ocorreram em Minas Gerais.

A investigação apura se a morte teria sido encomendada por causa de uma disputa de terras no interior de Mato Grosso.

 

 
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