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Quadrilha que movimentou R$ 65 milhões em Cuiabá é alvo de operação

A investigação apontou que o alvo principal utilizava diversas pessoas – entre amigos, familiares e advogados, que atuam como “laranjas” – para adquirir imóveis e veículos com dinheiro das práticas criminosas

02/04/2024 às 08h59
Por: Redação Fonte: Da redação
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Reprodução
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a Operação Apito Final para desarticular um suposto esquema de lavagem de capitais, criado por integrantes de uma organização criminosa, que chegou a movimentar R$ 65.933.338,00 milhões, em Cuiabá.

São cumpridos 25 mandados de prisão e 29 de buscas e apreensão, além da indisponibilidade de 33 imóveis, sequestro de 45 veículos e bloqueio de 25 contas bancárias dos alvos investigados.

Os mandados judiciais foram deferidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais da Capital e são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Chapada dos Guimarães, São José dos Quatro Marcos e Maceió (AL).

A investigação apontou que o alvo principal, posto recentemente em liberdade, utilizava diversas pessoas – entre amigos, familiares e advogados, que atuam como “laranjas” – para adquirir imóveis, comprar e vender de carros e atuar na locação de veículos com o dinheiro das práticas criminosas.

Prisões em Maceió

Quatro alvos da Operação Apito Final foram presos na capital do estado de Alagoas, entre eles, o líder da associação criminosa. Paulo Witer Farias Paelo, Alex Júnior Santos de Alencar, Andrew Nickolas Marques dos Santos e Tayrone Junior Fernandes de Souza foram detidos na sexta-feira (29) quando participavam de um jogo de futebol na cidade de Maceió.

Um quinto alvo da operação, advogado e suposto integrante da organização criminosa, que foi a Alagoas para dar assistência jurídica a seu cliente, também foi preso nesta terça-feira, em Maceió.

Movimentação de R$ 65 milhões

A investigação teve início após a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) apurar que o principal alvo da operação e responsável pelo tráfico de drogas na região do Jardim Florianópolis, depois que deixou a prisão na Capital, se tornou tesoureiro da facção criminosa. Liderando o grupo, ele adquiriu inúmeros bens imóveis e veículos com valores adquiridos com as práticas criminosas. O dinheiro era movimentado em contas bancárias e, posteriormente, convertido em ativos lícitos para dissimular e ocultar a origem ilícita dos valores.

Além da vultosa movimentação bancária, a investigação da Polícia Civil identificou a aquisição de inúmeros terrenos, casas e apartamentos, muitos em condomínios de classe média em Cuiabá, todos adquiridos em nome de “testas de ferro”, mas diretamente vinculados com o alvo principal da investigação.

Também foram descobertas as aquisições de veículos com a utilização de garagens na compra e venda, como forma de dissimular a posse e propriedade dos automóveis.

 
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