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Prefeito vai pagar R$ 200 mil para escapar de investigação sobre 'rachadinha'

Caso teve início com uma denúncia anônima dando conta de que o prefeito Ari Lafin teria instituído o esquema de "rachadinha" entre os servidores comissionados da administração municipal

02/05/2024 às 10h26
Por: Redação Fonte: Aline Brito
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Reprodução
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O prefeito de Sorriso (387 km de Cuiabá), Ari Genésio Lafin (PSDB), aceitou pagar R$ 200 mil para evitar o prosseguimento de investigações pela prática de 'rachadinha'.

De acordo com denúncia entregue ao Ministério Público, além do prefeito, a assessora adjunta Julia Catiele Nólio, o secretário adjunto de Obras e Serviços Públicos, Nelson Campos, e o ex-secretário de Administração, Estevan Calvo Hungaro, também estavam envolvidos no esquema. Todos tiveram Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) homologados em março deste ano. 

De acordo com os autos, denúncia anônima dando conta do suposto esquema liderado por Lafin desencadeou o cumprimento de mandados cumpridos em 2021 no bojo da 'Operação Torrent'. Na ocasião, foram apreendidos aparelhos celulares nos quais foram encontradas conversas que reforçaram a denúncia. 

Os diálogos mencionavam meses e valores que foram identificados como possível 'controle' das quantias pagas pelos comissionados na 'rachadinha'. O esquema consiste em obrigar que os servidores públicos devolvam parte de seus proventos, nesse caso, supostamente em benefício do prefeito, Julia, Nelson e Estevan. 

Os indícios também apontaram que o secretário adjunto de Obras e Serviços Públicos, Nelson Campos, era o responsável pelo controle dos pagamentos, inclusive pela cobrança dos 'inadimplentes'. 

No decorrer das investigações, o Ministério Público também se deparou com a prática de exoneração e recontratação dos mesmos comissionados envolvidos, em tese, na prática de rachadinha. Além disso, identificou ainda o pagamento irregular de gratificações a alguns servidores. 

Contudo, o órgão ministerial optou por oferecer solução consensual ao processo, evitando o desenrolar de uma ação penal. O acordo foi consentido pelo prefeito Ari Lafin e pelos outros três investigados. Além de pagar R$ 200 mil, Lafin - a quem foi atribuida a mentoria do susposto esquema - concordou em comparecer mensalmente  à secretaria do juízo penal competente durante dois anos. Estevan Hungaro e Nelson Campos pagarão R$ 50 mil cada. Já Julia Nólio arcará com R$ 30 mil. Todos eles também deverão comparecer mensalmente em juízo até 2026.

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