Sexta, 06 de Março de 2026
21°C 30°C
Cuiabá, MT

Energisa deve fornecer energia na residência de família com duas crianças

A Justiça acatou o pedido e determinou que a Energisa forneça energia elétrica para a residência no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 500

27/08/2025 às 14h57 Atualizada em 27/08/2025 às 15h30
Por: Redação Fonte: Da redação
Compartilhe:
Reprodução
Reprodução

A Justiça acatou o pedido da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) e determinou que a Energisa forneça energia elétrica à residência de Ana Carolina Ribeiro Gomes, 28 anos, moradora de São Félix do Araguaia (1.030 km de Cuiabá), no prazo de 24 horas, sob pena de multa de até R$ 10 mil.

A professora da educação infantil, mãe de dois filhos, um de 2 e outro de 9 anos, contou que a família convive com a insegurança e as dificuldades devido à falta de eletricidade há quase três meses, desde que se mudou para a residência, localizada no bairro Vila Cidade Alta. Ela solicitou a ligação da energia elétrica à Energisa, mas a concessionária informou que a ordem de serviço foi suspensa por “inexistência de arruamento fornecido pela Prefeitura”.

O chamado “arruamento consolidado” ocorre quando a rua já possui infraestrutura urbana implantada, com autorização para a instalação de postes e da extensão da rede elétrica.

No entanto, conforme a ação protocolada pelo defensor público Robson Cleiton de Souza Guimarães, a Prefeitura declarou que a área já possui a estrutura necessária, está inserida em uma zona urbana residencial e aprovou formalmente a instalação do poste e da extensão da rede elétrica no local.

Mesmo diante dessa autorização expressa, nenhuma providência foi tomada pela concessionária.

De acordo com a ação, o fornecimento de energia elétrica é um serviço público essencial, reconhecido pela Lei 7.783/89, art. 10, e indispensável para a garantia de direitos fundamentais, como moradia, saúde, alimentação e educação.

“O que está em jogo não é apenas a falta de energia elétrica, mas o apagão de direitos fundamentais. Quando o município e a concessionária de energia elétrica falham, quem paga o preço é a população mais vulnerável. A Defensoria Pública reafirma: nenhuma família pode ser condenada a viver à luz de velas, correndo riscos e tendo a dignidade negada por descaso burocrático”, destacou Guimarães.

Diante do exposto, a Justiça acatou o pedido e determinou que a Energisa forneça energia elétrica para a residência de Ana Carolina no prazo de 24 horas, após a intimação, sob pena de multa diária de R$ 500, limitada a R$ 10 mil.

“No que tange ao perigo de dano, subjaz de forma latente, vez que o fornecimento de energia elétrica é direito da Requerente e faz jus ao princípio da dignidade da pessoa humana, sendo ele, bem essencial à população, constituindo-se serviço público indispensável”, diz trecho da decisão do juiz Luís Otávio Tonello dos Santos, da comarca de São Félix do Araguaia. (Com informações da Assessoria do DPEMT)

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Cuiabá, MT
24°
Tempo nublado

Mín. 21° Máx. 30°

25° Sensação
1.03km/h Vento
94% Umidade
100% (9.57mm) Chance de chuva
06h46 Nascer do sol
19h05 Pôr do sol
Sáb 29° 22°
Dom 27° 21°
Seg 31° 21°
Ter 34° 23°
Qua 33° 22°
Atualizado às 01h01
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,28 +0,36%
Euro
R$ 6,13 +0,37%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 394,466,58 -1,47%
Ibovespa
180,463,84 pts -2.64%
Publicidade