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Em rede nacional, deputado Coronel Assis aponta tentativa de Lula em buscar protagonismo na operação contra o PCC

Para o parlamentar, o presidente Lula tenta assumir o protagonismo da recente operação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC)

03/09/2025 às 11h08
Por: Redação Fonte: Da redação
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O deputado federal Coronel Assis (PL-MT) em entrevista à Jovem Pan News, criticou a forma como o governo federal tem tratado a segurança pública no país. Para o parlamentar, o presidente Lula tenta assumir o protagonismo da recente operação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), sem, no entanto, apresentar políticas efetivas de combate ao crime organizado.

Assis destacou que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) – a PEC da Segurança - que tramita na Câmara dos Deputados não tem foco real no enfrentamento das facções criminosas. Segundo o parlamentar, a recente operação realizada pelas forças de segurança mostrou que não foi necessária uma PEC para integrar os órgãos de investigação.

“Fizeram uma integração agora nessa operação aí e não precisou de PEC,  provando mais uma vez que não precisa dessa PEC, nós precisamos de uma PEC séria que promova uma condição jurídica diferenciada para podermos lutar contra as facções criminosas”, afirmou.

O parlamentar também criticou a postura do governo em apostar em narrativas políticas para justificar falhas na área. “Eles vivem de narrativas e de conversas que, com o poder da propaganda, tentam avançar. Mas graças a Deus ainda temos as redes sociais para falar a verdade, mostrar ao cidadão e receber dele uma devolutiva. Isso incomoda o governo porque não conseguem emplacar uma narrativa hegemônica”, completou.

Com 30 anos de experiência como policial militar, grande parte deles atuando na região de fronteira, Coronel Assis lembrou que o Brasil continua sem uma política efetiva para o controle dessas áreas, que seguem vulneráveis à atuação do crime organizado.

“As fronteiras estão abertas. Não se fala de política de segurança pública em fronteira, não se fala de retomada dos territórios dominados. O governo se perdeu nesse tema e tenta se aproveitar de operações como essa para construir uma narrativa”, criticou.

O deputado encerrou alertando que o país já possui 88 facções criminosas catalogadas e atuantes, o que demonstra a urgência de uma política de segurança pública robusta e consistente.

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