
O vereador Chico 2000 (PL) admitiu nesta terça-feira (23), que sua carreira política pode estar próxima do fim, e que pretende deixar um “herdeiro político”, seu neto Pablo, caso ele decida seguir a vida pública.
“O meu futuro político, eu acho que está próximo do fim, mas quem cuida da minha vida, do meu destino, das minhas ações, é Deus. Eu também achei que o mandato anterior era o último, e ele me oportunizou mais esse. Mas, por mim, eu acho que esse é o último”, disse.
O vereador foi eleito para o primeiro mandato nas eleições de 2008, desde então foi eleito por quatro vezes consecutivas.
Em conversa com jornalistas, Chico destacou que não tem filhos interessados em ocupar cargos públicos. No entanto, revelou que vê potencial no neto, a quem descreveu como alguém preparado e leal.
“Na verdade, existe sim. Eu tenho meu neto, que é um jovem bastante preparado, esforçado, leal, mas ele precisa buscar esse caminho através de ações dele, de um trabalho dele. O máximo que eu posso vir a conseguir fazer é ajudá-lo, orientando, acompanhando, pedindo, é o máximo que eu posso fazer. Mas essa é uma caminhada dele”, afirmou.
Afastamento
Em abril deste ano, Chico foi afastado do cargo durante a Operação Perfídia, deflagrada pela Polícia Civil. Ele e o vereador Sargento Joelson (PSB) foram acusados de receber propina de R$ 250 mil para votar favoravelmente a um projeto de lei que beneficiaria a empresa HB20 Construções Eireli, contratada para as obras do Contorno Leste, orçadas em R$ 125 milhões.
Durante as investigações, os gabinetes dos parlamentares foram alvos de buscas e apreensões, e os dois tiveram celulares confiscados por ordem da juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo).
Após quatro meses afastados, os vereadores conseguiram na Justiça o direito de voltar à Câmara Municipal.
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