
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e dirigente do PSB no estado, Max Russi, criticou a tentativa do ex-governador Pedro Taques de influenciar o posicionamento de vereadores filiados ao partido. Segundo o parlamentar, não cabe ao comando estadual “forçar” decisões políticas dos representantes municipais.
A declaração ocorre em meio às mudanças recentes na direção do PSB em Mato Grosso, após Taques assumir a presidência estadual da legenda. O movimento gerou reações internas e intensificou discussões sobre a condução política do partido nos municípios.
Para Russi, os vereadores possuem autonomia e devem ter liberdade para definir seus posicionamentos, especialmente em articulações locais, como eleições de mesas diretoras nas câmaras municipais e alianças regionais.
O presidente da ALMT ressaltou ainda que não há possibilidade legal de troca de partido neste momento, já que a próxima janela partidária para vereadores ocorrerá apenas em 2028. Ainda assim, defendeu que a relação com as bases deve ser construída por meio do diálogo, e não de imposições.
Pedro Taques, por sua vez, tem afirmado publicamente que busca evitar uma debandada no PSB e fortalecer a legenda no estado, apostando na reaproximação com prefeitos, vereadores e lideranças regionais.
O PSB mantém presença significativa em Mato Grosso, com vereadores e gestores municipais espalhados pelo interior. O posicionamento de Max Russi sinaliza uma tentativa de preservar a autonomia das bases e evitar o aprofundamento de divisões internas no partido, em um cenário de pré-articulação eleitoral.
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