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Setembro Amarelo e o coração

Sabemos que o suicídio normalmente é motivada pela depressão, principalmente entre os jovens de 15 a 29 anos.

12/09/2023 às 08h52 Atualizada em 12/09/2023 às 08h57
Por: Redação Fonte: Por: Max Lima
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Este mês é conhecido como “Setembro Amarelo” onde se faz uma campanha acirrada de prevenção ao suicídio.

Sabemos que o suicídio normalmente é motivada pela depressão, principalmente entre os jovens de 15 a 29 anos.

Mas você deve estar se perguntando o que o coração tem a ver com isso. Tudo.

Pessoas com doenças cardiovasculares também têm mais chances de desenvolver transtornos mentais como depressão e ansiedade. Por isso, sintomas como apatia, insônia exagerada e falta de apetite não devem ser ignorados por pessoas próximas. Esse quadro pode ser explicado pela constante variação de humor, situações de estresse e desregulação hormonal. É muito importante ficar atento e buscar ajuda imediatamente.

O Brasil é considerado o país mais ansioso e estressado da América Latina. De acordo com a OMS, nos últimos dez anos, o número de pessoas com depressão aumentou 18,4%.

Avanços na psiquiatria biológica permitiram a descoberta de numerosas alterações neuroquímicas, neuroendócrinas e neuroanatômicas na depressão unipolar e essas alterações são importantes porque contribuem para aumentar a vulnerabilidade de um paciente deprimido a uma doença cardiovascular.

Os estudos recentes sugerem que a depressão é um fator de risco não somente para o desenvolvimento da doença coronariana (DAC), mas também, para a mortalidade entre os pacientes que tiveram um infarto do miocárdio.

O grau de depressão varia desde um leve transtorno de ajustamento a um transtorno depressivo maior severo. A queixa psiquiátrica pode ser uma manifestação de doença ou resultado dos sintomas de uma doença cardiovascular (dor torácica) e estará a cargo da interpretação do médico. Isso ocorre com frequência com os mais idosos. Muitos medicamentos, bem como doenças médicas comumente produzem depressão.

Por isso é importante sempre estar realizando exames de rotina com seu cardiologista para que o médico avalie a necessidade de se trocar a medicação ou associá-la a um acompanhamento psiquiátrico.  Fica a dica!

Max Lima é médico especialista em cardiologia e terapia intensiva, conselheiro do CFM,  ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia de Mato Grosso(SBCMT), Médico Cardiologista do Heart Team Ecardio no Hospital Amecor e na Clínica Vida , Saúde e Diagnóstico. CRMT 6194
Email: Maxlimacardiologia@gmail.com

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