
Imagine um lugar onde sua bicicleta, máquina de lavar roupas e outros objetos, podem ficar guardados na área de casa. Um lugar pacífico, onde existe cumplicidade entre as pessoas, um ajuda o outro, não tem roubos nem desordens e poucos moradores têm muros em casa. Não, você não está sonhando, este lugar existe, estamos falando da Comunidade Serrana, localizada na região do Parque Estadual Águas Quentes, em Santo Antônio de Leverger.
As mais de 230 famílias que vivem no local (aproximadamente 900 pessoas) sobrevivem do manejo dos mais diversos tipos de plantações, desde a semeadura até colheita, produção de queijos, doces e criação de animais de subsistência. Mas os produtores rurais deste pequeno paraíso, com mais de 25 anos de existência, estão vivendo um drama que se arrasta há anos: que é uma ação judicial entre eles e as famílias proprietárias das terras.
Os moradores de Serrana, em sua quase totalidade, almejam passar o resto de suas vidas na terra onde plantam e colhem para sobreviver e onde construíram suas histórias de vidas, suas famílias e seus amigos. Em Serrana, todos são conscientes quanto à importância da preservação da natureza. Inclusive, há cerca de três anos, estão recebendo do Estado, capacitação para a formação de uma Brigada Florestal com o objetivo de prevenir e combater focos de calor durante o período da estiagem. Um trabalho corpo a corpo que visa trazer os moradores para perto do Poder Público - como forma de conseguir alcançar o principal objetivo: a parceria entre a sociedade e o Estado no combate aos focos de incêndio.
O sagrado e a comunidade: fé dos moradores de Serrana também é muito forte. São quatro igrejas evangélicas e uma católica para alimentar a crença dos moradores.
Educação e saúde de qualidade: Na escola além de bom ensino há merenda de primeira qualidade. O posto de saúde também é bastante elogiado. Os moradores fazem questão de enfatizar que tanto o Posto de Saúde quanto a Escola, foram levados com recursos próprios da Prefeitura, de Santo Antônio do Leverger. Aliás, a comunidade agradece a à atenção dada pela prefeita Francieli Magalhães e também da Assembleia Legislativa (AL/MT). Pelo que vimos, as famílias vivem de maneira simples, humilde e têm tudo o que precisam para sobreviver. O único pedido é o tão sonhado título de regularização de suas terras!
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