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Projeto de Bolsonarista que proíbe linguagem neutra nas escolas é aprovado pela Assembleia Legislativa

Proposta teve 8 votos favoráveis e 7 contrários

03/11/2021 às 16h03
Por: Redação Fonte: Assessoria do deputado
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Assessoria do Deputado
Assessoria do Deputado

A Assembleia Legislativa aprovou em primeira votação na sessão ordinária desta quarta-feira (03/11), o projeto de lei 511/2021, de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PSL), que proíbe o uso de linguagem neutra ou não binária nas escolas de Mato Grosso. A matéria agora seguirá para segunda votação.

 

A proposta, que a princípio foi rejeitada pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto, foi colocada para votação em plenário e acabou sendo aprovada com oito votos contrários ao parecer.

 

Votaram a favor da aprovação do projeto os deputados Thiago Silva (MDB), Ulysses Moraes (PSL), Claudinei Lopes (PSL), João Batista (Pros), Elizeu Nascimento (PSL), Dr. Gimenes (PV), Sebastião Rezende (PSC) e o autor Gilberto Cattani.

 

Já os deputados Romoaldo Junior (MDB), Ludio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Tulio Fontes (PV) e Wilson Santos, que foi o relator que votou contrário a proposta na comissão, votaram pelo arquivamento do projeto.

 

Os deputados Valmir Moretto (Republicanos) e Nininho (PSD) que estavam participando de forma remota, não manifestaram os seus votos e eles acabaram sendo contabilizados como a favor do parecer da comissão, ou seja, contrário ao projeto de Cattani.

 

O projeto determina que o aprendizado da língua portuguesa nas instituições de ensino público e privado seja feito com base nas Diretrizes Curriculares Nacional - DCN, com o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa - Volp e com a grafia fixada no Tratado Internacional Vinculativo do Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa, de 16 de novembro de 1990.

 

O texto também inclui a vedação do uso da linguagem neutra em documentos oficiais da administração pública, materiais didáticos e curriculares, os editais públicos, ações culturais, desportivas, sociais e publicitárias que recebam verba pública de qualquer natureza.     

 

“O projeto foi muito polemizado e na Comissão de Educação teve um parecer esdrúxulo, pelo arquivamento. Graças a Deus conseguimos hoje por um voto derrubar este parecer. Sempre existe a questão ideológica e acho que vamos precisar batalhar para que a proposta seja aprovada também na segunda votação”, afirmou Cattani.

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