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Juros altos frustram expectativas dos produtores, destaca especialista

Segundo especialista, os encargos anunciados são incompatíveis com a realidade econômica dos produtores rurais

10/07/2025 às 09h09
Por: Redação Fonte: Da redação
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advogado e financista Pablo Padilha, CEO da Cofan Inteligencia
advogado e financista Pablo Padilha, CEO da Cofan Inteligencia

O Plano Safra 2025/2026, anunciado na última semana, trouxe frustração para diversos segmentos do agronegócio brasileiro, especialmente por conta das altas taxas de juros estabelecidas para o crédito rural. A crítica é feita pelo advogado e financista Pablo Padilha, CEO da Cofan Inteligencia financeira aplicada ao Crédito. Segundo ele, os encargos anunciados são incompatíveis com a realidade econômica dos produtores rurais.

“O governo vendeu a ideia de um Plano recorde, com R$ 546 bilhões em crédito, mas escondeu que grande parte desse montante virá acompanhada de juros abusivos para o padrão do campo”, afirma Padilha. “Falar em taxas que superam os 14% ao ano para custeio e investimentos, num momento de margens apertadas e instabilidade climática, é penalizar quem sustenta a economia brasileira.”

As taxas de juros anunciadas variam de 7% a 14% ao ano, mesmo para produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e nos programas de investimento, como o PCA e o Moderfrota. Para Padilha, essas condições desestimulam a modernização das propriedades e a adoção de práticas sustentáveis. “Estamos falando de um setor essencial que depende de previsibilidade e fôlego financeiro. Com esse custo do dinheiro, o investimento em tecnologia, irrigação, transição verde e recuperação de pastagens se torna inviável para muitos.”

Para Padilha, o Brasil está desperdiçando a oportunidade de posicionar seu agronegócio como líder global em práticas sustentáveis. "Poderíamos estar oferecendo crédito com juros muito mais baixos, desde que lastreado por crédito de carbono ou serviços ambientais. Da forma como está, o produtor terá que sofisticar a tomada de crédito junto ao mercado privado".

Ele conclui que, apesar do volume anunciado, o Plano Safra 2025/2026 pouco avança em termos de justiça financeira e inovação. Padilha aconselha os produtores a, diante do cenário, buscar empresas especializadas em encontrar, na iniciativa privada, soluções mais viáveis de crédito privado. “Juros altos, burocracia e falta de visão estratégica são os verdadeiros gargalos do agro hoje e o governo, infelizmente, optou por mantê-los.”

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